Perfil de gestantes atendidas em pré-natal realizado pela Enfermagem

  • Adrielly Ribeiro Guimarães 1 Discente em Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. 2 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS - Brasil. 3 Enfermeira Obstetra. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS – Brasil. 4 Enfermeira Obstetra. Mediadora do Projeto Apice On do Ministério da Saúde em Campo Grande – MS – Brasil. 5Enfermeira Obstetra. Doutora em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro Oeste. Docente do Instituto Integrado de Saúde no Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS - Brasil.
  • Ana Beatriz de Castro Vilalba
  • Andressa Akeime Yamakawa Tsuha
  • Rosiani Gomes de Souza
  • Carolyni Oviedo Fernandes
  • Luciana Virginia de Paula Silva Santana
  • Karine Gomes Jarcem
  • Sandra Luzinete Felix de Freitas

Resumo

Introdução: O atendimento de pré-natal tem como objetivo assegurar o desenvolvimento da gestação e a saúde da mulher e do feto, detectar e intervir precocemente em situações de risco e permitir um parto saudável e promover atividades educativas. São recomendados o mínimo de seis consultas, sendo uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde (MS). Por meio da caracterização do perfil do público atendido é possível determinar as medidas educativas de maior impacto e as melhores ferramentas de comunicação que devem ser adotadas pela equipe visando mudanças de comportamento para melhorar os níveis de saúde do binômio materno-fetal. Descrição da experiência: O estudo consiste em um relato de experiência das discentes de Enfermagem do Projeto Proposta de Intervenção de Enfermagem no Pré-Natal de Risco Habitual da UFMS, na cidade de Campo Grande. Os dados coletados são de 12 gestantes que realizam o pré-natal no projeto, no período de maio a agosto de 2018. Foram incluídas as anotações de enfermagem completas e que a gestante tenha expressado o consentimento para utilização dos dados de forma escrita e/ou verbal. As gestantes tinham de 26 a 30 anos (41,7%), eram brancas (70%), com até 12 anos de estudo (54,5%), com parceiro (83,3%), católicas (58,3%), empregadas (81,8%) e renda familiar de um a três salários mínimos (90%) e a maioria realizou seis ou mais consultas durante o pré-natal (58,3%). Discussão: O número de consultas está diretamente ligado ao desfecho do qual se implica na mortalidade materna e perinatal. O grupo de gestantes, apresentou-se com média de idade de 26,7 anos e 5,5 consultas, ou seja, a idade está fora da faixa de risco e o número de consultas está acima da média esperada. Isso demonstra que o perfil das gestantes atendidas é caracterizado em sua maior parte por de mulheres adultas, católicas, autossuficientes financeiramente e com escolaridade mediana. Este trabalho de caracterização das gestantes se mostra oportuno, pois, seus resultados servirão de base para a ampliação das intervenções e ações em saúde realizadas nas consultas, assim, se constitui um fator importante para a assistência no pré-natal.           

Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal; Gravidez; Enfermagem obstétrica.