Aspectos sociodemográficos de mulheres com anemia falciforme

  • Eloína de Matos Fonseca Carvalho 1 Enfermeira residente do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica- UFMS. 2 Enfermeira residente do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica- UFMS 3 Doutora em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste/UFMS. Docente no curso de graduação em enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Suelyn Lorene de Oliveira Braga
  • Sandra Luzinete Felix de Freitas

Resumo

Introdução: A Anemia falciforme é uma doença hereditária de caráter autossômico recessivo. Decorre de uma mutação no gene beta da globina, no qual ocorre a substituição da base nitrogenada ácido glutâmico por valina. Essa mutação promove alterações na estrutura das hemoglobinas (Hb) dando origem a HbS, que causa diversas alterações físicas e químicas nas hemácias do organismo dos portadores dessa doença, diminuindo a expectativa de vida. O objetivo do estudo foi conhecer os aspectos sociodemográficos das mulheres com anemia falciforme, atendidas em um hospital, no ano de 2016. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal. Foi utilizado o questionário no formato de formulário e o levantamento dos dados ocorreu no período de maio a novembro de 2016. A amostra foi composta por 17 mulheres. Este estudo está em consonância com as recomendações da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde, tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Nº 1.514.679, de 26 de Abril de 2016). Resultados: Da amostra, a idade média foi de 30,41 anos, 82,3% eram pardas, 52,9% possuíam até 9 anos de estudo, 82,3% tinham renda de até 3 salários mínimos, 64,7% não possuíam companheiro fixo, 64,7% era afastada, pensionista ou aposentada, 70,6% se denominavam evangélicas, seguido de 23,5% católicas, 94,1% não faziam psicoterapia e 70,6% consumiam álcool esporadicamente  Conclusões: Há necessidade de uma atenção integral às pacientes com Anemia Falciforme, bem como novas pesquisas que abordem temas como automedicação, amparo emocional, e o conhecimento das próprias pacientes sobre sua doença.

Palavras-chave: Mortalidade materna; Epidemiologia; Saúde pública