Atuação Multiprofissional em Paciente Encefalopata Institucionalizada

  • Patrick Jean Barbosa Sales 1Fisioterapeuta residente em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-UFGD, Dourados, MS. E-mail: pjbsales@hotmail.com 2Psicólogo residente em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-UFGD, Dourados, MS. 3Enfermeira residente em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-UFGD, Dourados, MS. 4Nutricionista residente em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-UFGD, Dourados, MS. 5Psicóloga preceptora no Programa de Residência em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-EBSERH, Dourados, MS. 6Fisioterapeuta preceptora no Programa de Residência em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-EBSERH, Dourados, MS. 7Nutricionista preceptora no Programa de Residência em Saúde Materno-Infantil do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, HU-EBSERH, Dourados, MS.
  • Marcelo Gonçalves da Silva
  • Rita de Souza Claudino
  • Enaile Salviano de Carvalho
  • Nádia Dan Bianchi
  • Gisele da Silva Peixoto Zandoná
  • Josiane Ribeiro dos Santos

Resumo

Introdução: A encefalopatia é definida como uma síndrome caracterizada por uma disfunção neurológica com início no primeiro dia de vida, que se manifesta por dificuldade em iniciar ou manter a respiração, diminuição do tônus e reflexos primitivos, depressão do estado de consciência e convulsões. A alimentação por gastrostomia (GTT) tem sido indicada para crianças com dificuldades na alimentação sendo considerado um tratamento necessário, seguro e eficaz. A demanda apresentada por um encefalopata demonstra um desafio para seu cuidado integral. Descrição da experiência: Paciente 7 anos, sexo feminino, indígena, portadora de encefalopatia hipóxico-isquémica, proveniente de abrigo, admitida na Enfermaria Pediátrica em hospital escola, com GTT, apresentando febre alta com início 4 dias antes da internação, associada a intenso esforço respiratório com uso de musculatura acessória, taquidispnéia e com queda da saturação. Apresentou como intercorrência, vazamento da dieta e suco gástrico pela GTT, ficando 5 dias em jejum sob orientação da cirurgiã pediátrica e cuidados de estomatoterapia pela enfermagem, com resolução do quadro, persistindo apenas dermatite periestoma leve. Também entrou em investigação sua puberdade precoce e o abandono da paciente por mais de quatro dias. Discussão: A atenção da psicologia consistiu no acolhimento da paciente e das acompanhantes, bem como a escuta e alternativas, para que fosse eficaz e atenda às necessidades da paciente. A nutrição visou garantir o estado nutricional da paciente durante todo o período de internação, adequando a dieta ao período pós jejum e mediando com os médicos para diminuir esse tempo. Os cuidados de Enfermagem visaram a adaptação com uso de pomada barreira protetora da pele e uma bolsa de colostomia para diminuir o extravasamento de suco gástrico. O atendimento fisioterapêutico visou mobilizar e alongar membros, evitando contraturas e complicações decorrentes do imobilismo; além de manter as vias aéreas pérvias com manobras de higiene brônquica e de reexpansão pulmonar. Encaminhada para acompanhamento ambulatorial pós alta. O atendimento multiprofissional teve por objetivo favorecer o crescimento mútuo e promover o atendimento integral ao sujeito.

 Palavras-chave: Paralisia Cerebral; Pediatria; Equipe de Assistência ao Paciente.