Caracterização de gestantes com Febre Zika

  • Ana Karoline da Silva 1 Discente do curso de graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. E-mail: cassia_ppires@hotmail.com 2 Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 3 Professor adjunto do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Cássia de Paula Pires
  • Caroline Oviedo Fernandes
  • Sandra Luzinete Félix de Freitas

Resumo

Introdução: A infecção pelo Zika vírus suscitou um problema de saúde no Brasil a partir de 2014 com a identificação do surto da doença exantemática pruriginosa, sendo o diagnóstico clínico e/ou laboratorial. Uma das maiores preocupações na ocorrência da infecção pelo Zika vírus é o acometimento de gestante devido a complicações fetais decorrentes da infecção, principalmente no primeiro trimestre, como a microcefalia. Objetivo: Conhecer o perfil epidemiológico das gestantes com diagnóstico de infecção por Zika vírus, atendidas na Rede Municipal de Saúde de Campo Grande/MS. Método: Trata-se de dados parciais de um estudo transversal, retrospectivo, quantitativo com dados de fichas de notificação de Febre Zika inseridas no Sistema de Informação de Agravos e Notificação, em Campo Grande (MS), referentes ao período entre dezembro de 2015 a setembro de 2017. Após aprovação do CEP/UFMS sob o parecer nº 2.166.457 e autorizado pela SESAU, os dados foram coletados e analisados no programa estatístico SPSS versão 24. Resultados: No período foram notificados 122 casos de infecção por Zika vírus em gestantes, predominando mulheres de 20 a 29 anos (65/53,3%), brancas (58/47,5%), no segundo trimestre gestacional (51/41,8%) e com até 12 anos de estudo (59/48,4%). No trimestre de maior risco de transmissão vertical foram identificados 22 casos (18%). Todos os casos foram confirmados por meio da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) ou por pesquisa de anticorpos e evoluíram para a cura. Conclusão: As gestantes com maior vulnerabilidade para a infecção pelo Zika vírus são jovens, brancas, com baixa escolaridade cuja detecção da infecção ocorreu fora do período de maior risco de ocorrência de má formação fetal. Entretanto, em quase um terço das gestantes a doença ocorreu no primeiro trimestre. O enfermeiro, durante as consultas de pré-natal de risco habitual pode contribuir com a prevenção da doença pelo Zika vírus desenvolvendo ações educativas para a redução dos índices de infestação do Aedes aegypti e consequente controle vetorial.

Palavras-chave: Infecção pelo Zika; Gestante; Saúde Pública.