Diagnósticos de enfermagem prevalentes na assistência ao pré-natal de baixo risco

  • Adrielly Ribeiro Guimarães 1 Discente em Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. E-mail: AdryRibeiro24@hotmail.com. 2 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS - Brasil. 3 Enfermeira Obstetra. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS – Brasil. 4 Enfermeira Obstetra. Doutora em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro Oeste. Docente do Instituto Integrado de Saúde no Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS - Brasil.
  • Karoline de Aguiar Mendes
  • Bianca Modafari Godoy
  • Jackelina de Lima Rodrigues
  • Luciana Aparecida da Cunha Borges
  • Alecsandra Fernandes
  • Caroliny Oviedo Fernandes
  • Luciana Virgínia de Paula Silva e Santana
  • Sandra Luzinete Felix de Freitas

Resumo

Introdução: O Enfermeiro possui competência para conduzir um pré-natal de risco habitual e dispõe da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) para tal. A SAE permite a organização implementação do processo de enfermagem (PE) garantindo a cliente uma assistência pautada em princípios técnicos-científicos e éticos. A identificação de diagnósticos de enfermagem (DE), uma das etapas do PE, facilita o reconhecimento de problemas e desvios de saúde, bem como a tomada de decisões voltadas ao cliente e/ou família. Descrição da experiência: Relato de experiência realizado a partir de 17 evoluções de enfermagem relativas a consultas de pré-natal no período de maio a agosto de 2018 desenvolvidas no Projeto Proposta de Intervenção de Enfermagem no Pré-natal de Risco Habitual. As gestantes expressaram o consentimento para utilização dos dados de forma escrita e/ou verbal. As evoluções somaram 43 DE, sendo 60,5% da CIPE e 39,5% da NANDA-I. Os DE relativos à NANDA-I contemplaram os domínios: 1)Promoção da saúde (23,5%), com Disposição para Conhecimento Melhorado (75%); 2)Nutrição (23,5%), com Obesidade (50%); 3)Percepção/Cognição (11,7%) com Conhecimento Deficiente; 4)Segurança/Proteção (11,8%) com Risco de quedas (50%) e Risco de mucosa oral prejudicada (50%); 5)Conforto (29,4%), com Dor aguda. Já pela CIPE foram identificados: Gestação caracterizada por semanas (46,1%); Pirose (19,2%); Infecção Vaginal Real (11,5%); Trabalho de parto real (3,8%); Pressão Arterial Alterada (3,8%); Dor atual (3,8%); Infecção Ausente (3,8%); Cãibras nas pernas (3,8%) e; Dor de falso trabalho de parto (3,8%). Discussão: Os DE identificados nas anotações das consultas estão relacionados a queixas vinculadas e/ou consequentes às adaptações maternas fisiológicas à gestação. É perceptível que a quantidade de diagnósticos está ligada a singularidade de cada gestante uma vez que as gestações se diferem entre si na mesma mulher e entre as mulheres. Por meio da identificação dos problemas de saúde reais, potenciais ou evolução positiva do problema de saúde é possível conduzir o atendimento à gestante, conforme suas necessidades de saúde, com intervenções adequadas para cada diagnóstico identificado.

Palavras-chave: Diagnóstico de Enfermagem; Cuidado Pré-Natal; Gravidez.