A relação entre os métodos de armazenamento e a formação de defeitos dentinários

  • Amanda Felipe de Jesus Souza
  • M. E. S. Santos
  • M. T. G. Nantes
  • P. G. Silva
  • K. F. S. Pereira
  • F. N Arashiro

Resumo

Este trabalho teve por objetivo avaliar in vitro a formação de trincas em dentes recém-extraídos após a manutenção em diferentes formas de armazenamento e descontaminação. Foram utilizados 60 terceiros molares superiores, que foram extraídos da forma convencional utilizando fórceps nº 210H e aleatoriamente distribuídos em três grupos (n=30) sendo: Grupo 1 – armazenamento em ambiente seco por 30 dias; Grupo 2 – esterilização em autoclave e armazenamento por 30 dias em água destilada; e Grupo 3 - descontaminação em formol a 10% por 14 dias e armazenamento em água destilada por mais 30 dias. Após finalizados os períodos de estocagem, os dentes tiveram suas raízes seccionadas transversalmente em 2, 4 e 6 mm aquém do ápice radicular com disco diamantado montado em baixa rotação, sob refrigeração constante. A avaliação dos fragmentos foi realizada com microscópio operatório no aumento de 30x. Foram observadas trincas apenas no grupo 1; o teste estatístico qui-quadrado com nível de significância de 5% demonstrou diferença estatisticamente significativa entre o grupo de armazenamento em ambiente seco em relação aos demais. Desta forma, conclui-se que o armazenamento dos dentes extraídos em ambiente seco influencia na formação dos defeitos dentinários.

 

 

Palavras-chave: Dente. Trinca. Microscopia.


 

Publicado
2019-07-31