Verificação de um método mais conservador na remoção de retentores

  • Amanda Hans Apolinário de Souza
  • K. F. S. Pereira
  • P. J. Godoy
  • L. B. Junqueira - Verardo
  • E. J. Zafalon

Resumo

Este estudo teve por finalidade avaliar comparativamente, através do emprego simultâneo de dois aparelhos de ultrassom, o tempo para remoção de retentores metálicos (RM) em dentes submetidos ou não ao desgaste da linha de cimentação; assim como também analisar a dentina radicular remanescente quanto à presença de defeitos dentinários. 41 pinos de 29 pacientes portadores de RM com indicação para remoção foram utilizados e divididos em 2 grupos de acordo com a intervenção na linha de cimentação (G1 – com desgaste da linha de cimentação e G2 – sem desgaste da linha de cimentação). Após a remoção do RM, a superfície dental remanescente foi examinada com microscópio cirúrgico em aumento de 5 a 20 vezes para verificação de defeitos dentinários. O tempo médio para retirada do RM associado ao desgaste da linha de cimentação foi 30,60±8,54 segundos (média±erro padrão da média), e sem o desgaste da linha de cimentação foi de 24,11±4,99 segundos.  Não houve diferença entre os dentes submetidos ao desgaste e aqueles não submetidos a este procedimento em relação ao tempo para retirada do RM (teste de Mann-Whitney, p=0,948). Houve presença de defeitos dentinários em apenas dois dentes de toda a amostra. O tempo médio de remoção do RM com dois aparelhos de US foi satisfatório e não recebeu influência do desgaste da linha de cimentação na interface núcleo-dentina. Não foi encontrada relação de defeitos dentinários e a remoção de RM.

 

 

Palavras-chave: Técnica para retentor intrarradicular. Ultrassom. Pinos dentários.


 

Publicado
2019-07-31