Vidro bioativo para terapia pulpar vital: uma revisão sistemática

  • Samara Medeiros Scalon
  • D. M. Z. Guerisoli
  • K. F. S. Pereira
  • A. Freire

Resumo

A terapia pulpar vital apresenta um grande sucesso clínico, dependendo diretamente do material utilizado e da técnica empregada. Atualmente, os vidros bioativos surgiram com o objetivo de proporcionar uma melhor proteção direta da polpa, com condições mais favoráveis para o tratamento conservador. Entretanto, os benefícios assim como prejuízos proporcionados por este material devem ser investigados. Desta forma, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre o efeito de vidros bioativos no tecido ou células pulpares. Para isto foram pesquisadas as bases de dados PubMed, Web of Science, Scopus, LILACS, IBECS, BBO, Biblioteca Cochrane e Google Scholar. Os descritores foram selecionados a partir de uma combinação de uma pesquisa anterior nos termos MeSH (Medical Subject Headings) e os termos mais citados em publicações anteriores relevantes. A literatura cinza foi pesquisada usando o banco de dados Sistema de Informação sobre Literatura Cinza na Europa (SIGLE), anais IADR, anais SBPqO, Biblioteca de teses da USP e Clinical trials. A relevância de cada estudo para a questão de interesse foi determinada por critérios de inclusão (PICOS) e exclusão por dois revisores. Vinte e três estudos preencheram os critérios de inclusão, destes, seis estudos entraram para metanálise, detectando desfechos de inflamação, necrose e ponte de dentina, sendo o vidro bioativo comparado ao MTA e hidróxido de cálcio. Nos estudos in vivo, não foi detectada diferença significativa nos desfechos entre os grupos. Conclui-se que o vidro bioativo é um material adequado para terapia pulpar vital, pois foi capaz de promover reparo/regeneração nos estudos investigados.

 

 

Palavras-chave: Vidro bioativo. Polpa. Metanálise.