Tratamento tardio de ferimento em face

  • Diones Calado de Quadros
  • J. C. G. Mendonça
  • J. G. P. Oliveira
  • G. S. Pelissaro
  • A. B. S. Herculano
  • A. O. G. M. Santos
  • E. C. Gaetti-Jardim

Resumo

O complexo zigomático-maxilar ocupa a terceira posição dentre as fraturas faciais mais atingidas por injurias, podendo levar a significantes alterações estéticas e funcionais, pois o seu posicionamento apresenta papel importante no contorno facial, no globo ocular além do contorno da proeminência zigomática. Tais fraturas acometem principalmente o sexo masculino sendo decorrentes principalmente de acidentes de trânsito, agressão física e quedas da própria altura. Deste modo é objetivo apresentar o caso de paciente do sexo masculino, 76 anos de idade, feoderma, apresentando ferimento corto-contuso em região de face direita não suturado com histórico de trauma há mais de 24h após dar entrada no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, além de equimose periorbitária a direita, edema importante com presença de oclusão palpebral ipsilateral. Ao exame clínico, observou-se durante a palpação, foi observado degrau em rebordo orbitário direito e parede lateral da órbita e equimose intrabucal a direita, também foi observado a manutenção da acuidade e motilidade ocular. No exame tomográfico foi constatado a fratura do complexo zigomático-maxilar, onde o tratamento proposto foi o conservador da fratura devido a idade do paciente e as comorbidades sistêmicas que apresentava, além de um pedido da família do paciente. Optou-se pelo desbridamento da ferida e a sutura com anestesia local. Ao retorno ambulatorial de uma semana após do desbridamento e a sutura, apresentou uma regressão significativa, uma boa coaptação do ferimento e sem sinais flogísticos ou queixas do paciente, estéticas e/ou funcionais.

 

 

Palavras-chave: Traumatologia. Zigoma. Tratamento conservador. Ferimentos e lesões.