Correta abordagem de traumatismo dental para sua longevidade

  • Gabriele Lucas Ferrarezi
  • M. P. Vieira
  • C. R. Coldebella
  • M. E. Sanabe

Resumo

 

Introdução: A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) afeta o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (Linfócitos T CD4 AI+). A não adesão ao tratamento aumenta as chances de doenças oportunistas se desenvolverem nestes indivíduos, levando muitas vezes à manifestações orais que podem ser diagnosticadas por um cirurgião dentista (CD). Objetivo: Relatar a experiência de um residente cirurgião dentista em uma enfermaria de Doenças Infecto Parasitárias (DIP) de um Hospital universitário. Relato do caso: Foi realizado através do acompanhamento dos pacientes com HIV/AIDS internados no período de maio a julho de 2017. Foram avaliados 45 pacientes no período de estágio na DIP Resultados: As coinfecções mais comuns foram toxoplasmose, criptococose, citomegalovírus, leishmaniose visceral e tuberculose pulmonar. As manifestações orais, relacionadas ao HIV/AIDS, encontradas foram candidíase pseudomembranosa, úlceras e sarcoma de kaposi. Nas avaliações orais pode ser observada uma grande necessidade de cuidados odontológicos, em virtude da presença de placa bacteriana indicativa de baixa qualidade na higiene oral, cálculo radicular, doença periodontal e raízes residuais presentes. Conclusão: Os procedimentos odontológicos invasivos oferecidos a esses indivíduos ficam limitados pelo seu estado geral e a avaliação de exames complementares, assim como a avaliação e consentimento de toda a equipe multiprofissional que os acompanham. A assistência do CD em uma equipe multiprofissional permite auxiliar no diagnóstico e tratamento de infecções oportunistas com manifestações orais, na remoção de focos de infecção, resolução de dor e desconforto, enfim, na manutenção da saúde como um todo.

 

 

Palavras-chave: Odontologia hospitalar. Paciente crítico. Equipe multiprofissional.