Matematizar o Mundo na Materialidade do Patrimônio: o Museu Casa Borges na Perspectiva da Etnomatemática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46312/nb1zfx30

Palavras-chave:

Etnomatemática, Educação Matemática, Museu Casa Borges, Patrimônio Cultural.

Resumo

Este artigo surge das discussões realizadas no Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM 2025) e analisa o Museu Casa Borges, em Barra do Bugres - MT, na perspectiva da Etnomatemática. Parte-se da compreensão de que a aprendizagem ganha vitalidade quando se vincula às experiências culturais dos estudantes que se constituem para além dos currículos escolares. Inspirado em D’Ambrosio, o estudo assume a matemática enquanto produção cultural, situada nas práticas sociais e nas racionalidades historicamente construídas. A pesquisa, de natureza qualitativa e abordagem interpretativa, voltou-se à materialidade do espaço museológico. A arquitetura em adobe, a organização dos ambientes, as cestarias e os grafismos indígenas contemplados ali revelam modos próprios de matematizar inscritos nas práticas locais. O museu apresenta-se, assim, como espaço educativo que amplia o olhar da Educação Matemática ao reconhecer a aprendizagem na cultura, na memória e nas experiências concretas dos sujeitos.

 

Biografia do Autor

  • Heloiza Mudo Cristante, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) da Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT, Campus Deputado Estadual Renê Barbour, em Barra do Bugres/MT. Membra do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Etnomatemática WARÃ

  • João Severino Filho, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Possui Licenciatura Plena Em Matemática pela Universidade do Estado de Mato Grosso (1997), mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2010) e doutorado em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2015). Atualmente é professor titular da Universidade do Estado de Mato Grosso, atuando no Curso de Licenciatura em Matemática, no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) e no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências no Contexto Indígena Intercultural (PPGECII). Líder do Warã - Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Etnomatemática. Coordenador regional no Centro Oeste da Red Internacional de Etnomatemática (RedINET - Brasil) para o período 2022-2024. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Etnomatemática, Modelagem Matemática e Educação Escolar Indígena.

  • Fernando Dhermam Calixto Maria, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no Campus Deputado Estadual Renê Barbour, em Barra do Bugres/MT. Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Associação Juinense de Ensino Superior (2010), Licenciatura em Artes pela Faculdade Cidade Verde (2025) e Licenciatura em Geografia pela Faculdade Cidade Verde (2026). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Matemática e Etnomatemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Escolar Indígena, Matemática, Etnomatemática e Cultura Indígena.

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Publicado

2026-09-10

Edição

Seção

História da Matemática e Cultura no XV Encontro Nacional de Educação Matemática

Como Citar

MUDO CRISTANTE, Heloiza; SEVERINO FILHO, João; DHERMAM CALIXTO MARI, Fernando. Matematizar o Mundo na Materialidade do Patrimônio: o Museu Casa Borges na Perspectiva da Etnomatemática. Perspectivas da Educação Matemática, [S. l.], v. 19, n. 54, 2026. DOI: 10.46312/nb1zfx30. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat/article/view/25149. Acesso em: 16 out. 2026.