Matematizar o Mundo na Materialidade do Patrimônio: o Museu Casa Borges na Perspectiva da Etnomatemática
DOI:
https://doi.org/10.46312/nb1zfx30Palavras-chave:
Etnomatemática, Educação Matemática, Museu Casa Borges, Patrimônio Cultural.Resumo
Este artigo surge das discussões realizadas no Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM 2025) e analisa o Museu Casa Borges, em Barra do Bugres - MT, na perspectiva da Etnomatemática. Parte-se da compreensão de que a aprendizagem ganha vitalidade quando se vincula às experiências culturais dos estudantes que se constituem para além dos currículos escolares. Inspirado em D’Ambrosio, o estudo assume a matemática enquanto produção cultural, situada nas práticas sociais e nas racionalidades historicamente construídas. A pesquisa, de natureza qualitativa e abordagem interpretativa, voltou-se à materialidade do espaço museológico. A arquitetura em adobe, a organização dos ambientes, as cestarias e os grafismos indígenas contemplados ali revelam modos próprios de matematizar inscritos nas práticas locais. O museu apresenta-se, assim, como espaço educativo que amplia o olhar da Educação Matemática ao reconhecer a aprendizagem na cultura, na memória e nas experiências concretas dos sujeitos.
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