What (isn't) mathematics? What should (not) it be used for?
Abstract
Although conceptions about school and education are often explained, several works included in the mathematics education literature adhere to a static and dominant perception of mathematics as a scientific field. This is not only an epistemological nuisance, but also a political one, since certain discourses and teaching practices, which are not very committed to the construction of socially referenced schools, are justified and even legitimized by such hegemonized perceptions. In this sense, it is useful to ask ourselves what mathematics is (not) and, therefore, what mathematics should (not) be used for. Under such guidance, we identify, in this theoretical essay, aspects disseminated in society that elevate mathematics to an extremely valued knowledge. Understanding how each of these images is formed and their implications for the formation of the subjectivities of teachers and students helps us destabilize them.
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