QUANDO O ESTADO DECIDE QUEM PODE SABER:
SIGILO, DIREITOS DAS VÍTIMAS E NECROPOLÍTICA NO CASO MARIELLE FRANCO
DOI :
https://doi.org/10.21671/ap0fqb38Résumé
O assassinato de Marielle Franco representou não apenas um ataque político, mas também um sintoma das estruturas necropolíticas que atravessam o Estado brasileiro. Este trabalho investiga os limites impostos à participação das vítimas e seus familiares em investigações sobre graves violações de direitos humanos em casos com o envolvimento de agentes estatais, com foco no sigilo do inquérito policial e na atuação da assistência à acusação. A análise se concentra na decisão do Superior Tribunal de Justiça no Recurso em Mandado de Segurança n.º 70.411/RJ, interposto por Mônica Benício, companheira de Marielle Franco, a fim de garantir acesso ao inquérito que apura os mandantes do crime. A pesquisa parte de uma abordagem crítica, fundamentando-se em análise documental e revisão bibliográfica. Conclui-se que a restrição ao acesso à investigação e à participação das vítimas nessa fase revelam um padrão de seletividade institucional, no qual o direito das vítimas é condicionado por marcadores sociais como raça, gênero e classe.
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