UM BREVE ESTUDO SOBRE KITS DE ROBÓTICA E SUAS APLICAÇÕES NA EDUCAÇÃO

  • Edvanilson Santos Oliveira Univarsidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Patrícia Sândalo Pereira Univarsidade Federal do Mato Grosso do Sul

Resumo

As novas tecnologias trazem mudanças profundas na sociedade do conhecimento. Neste pôster descrevem-se os aspectos mais marcantes das primeiras abordagens ao uso do computador e da Robótica Educacional como recurso didático pluridisciplinar, de modo a apresentar as principais características, sugestões de uso e aplicações no contexto da sala de aula. A seguir, discorremos sobre os modelos: O Modelix é um brinquedo composto de lâminas furadas nas mais diversas formas, que permitem encaixes exatos, mini ferramentas para montar, mais um arsenal de peças, entre, porcas, parafusos, cantoneiras, engrenagens, eixos, polias. É adequado para o trabalho com montagens que além do próprio kit utilize sucata como material complementar à montagem. Ideal para ser usado com alunos maiores de 10 anos estimulando a coordenação motora, o pensamento e a concentração. O Lego é o material mais conhecido, muito bom, porém muito caro. É um brinquedo largamente difundido no universo infantil o que facilita a motivação para a construção. Os kits adequados para a utilização na Robótica educacional contem peças para a construção protótipos simples tais como engrenagens, eixos, polias, motores, sensores e luzes. Geralmente, torna-se ideal para introdução de mecanismos com crianças da escola Infantil e Ensino Fundamental, não requer experiência em tecnologia, porém a professora precisa saber como motivar para aprendizagem e não simplesmente a brincadeira de montar. O Fisher Technik são Kits didáticos para executar montagens mecânicas, eletromecânicas e eletrônicas que podem ser controladas pelo computador ou via bluetooth. Composto por peças plásticas flexíveis além de motores, lâmpadas, sensores e placas para trabalho com energia solar. Devido a seu método de encaixe a sugestão é de que seja utilizado com crianças a partir de 10 anos. As montagens têm uma resistência maior a quedas, o que na prática é muito bom (AUTOR, ANO). O Robô Roamer trata-se de um robô que tem sido bastante utilizado nos níveis mais básicos da educação (a partir dos quatro anos) e que permite a programação do robô através de uma linguagem semelhante ao LOGO, o que torna este processo bastante simples. O robô movimenta-se em qualquer direção, sendo capaz de rodar e emitir sons, podendo ainda ser equipado de um marcador que lhe permite desenhar no solo.O Picocricket é um kit desenvolvido pela empresa canadense The Playful Invention Company (PICO) – que utiliza peças de montar e materiais diferenciados como bolinhas de isopor, tubos de plásticos, além de motores e sensores diversos. O ambiente de programação denominado Picoblocks – desenvolvido pelo MIT é de fácil assimilação e funciona nas plataformas Windows e Macintosh, mas sem tradução para português (CAMPOS, 2011).Além dos kits educacionais citados anteriormente, podemos destacar o Super Robby, Cyberbox, DWS Robotics, Robokit e Synphony além dos Kits da Nek-Technik (CASTRO,2008), todos utilizados na área de Robótica Educacional, a maioria com características bem similares no que concerne aos materiais utilizados os quais são baseados em montagens e experimentos para construção de pequenos carros até projetos mais sofisticados. Este pôster buscou, a partir de uma breve revisão bibliográfica, propondo um profundo repensar das práticas pedagógicas e todos os aspectos que envolvem a integração deste recurso ao currículo.

Biografia do Autor

Edvanilson Santos Oliveira, Univarsidade Federal do Mato Grosso do Sul
Doutorando em Educação Matemática pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (2019), Mestre em Educação Matemática pela Universidade Estadual da Paraíba (2015), Mestrando em Computação, Comunicação e Artes pela Universidade Federal da Paraíba (2018), Especialista em Psicopedagogia pela Faculdades Integradas de Patos(2010), possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2005),Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal da Paraíba (2016), Graduação em andamento em Computação na Universidade Federal da Paraíba. Foi bolsista do Programa Observatório da Educação-CAPES, onde atuou em uma perspectiva colaborativa junto a pesquisadores da UFMS/UEPB/UFAL, professores e graduandos em escolas públicas desenvolvendo pesquisas com temática relacionada a Robótica Educacional e Ensino/Aprendizagem de Matemática (2015). Membro dos Grupos de Pesquisa CNPq GITPCEM e FORMEM. Atuou como professor convidado na Pós-Graduação em Automação e Controle Industrial e Gestão Empresarial, além de ser docente mestre no curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial na Faculdade SENAI-PB e Tutor na modalidade EAD do curso de Pedagogia da UFPB. Desenvolve pesquisas nas áreas de Arte Computacional, Robótica Educacional (RE), Robótica Industrial (RI), Tecnologias Assistivas, Educação Especial e Formação de Professores.
Patrícia Sândalo Pereira, Univarsidade Federal do Mato Grosso do Sul
Possui graduação em Ciências Habilitação Plena Em Matemática pela Universidade Federal de Uberlândia (1985), mestrado em Educação Matemática (1997) e doutorado em Educação Matemática (2005) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Rio Claro. Atualmente é Diretora do Instituto de Matemática, Docente do curso de Licenciatura em Matemática e do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Docente do Doutorado em Ensino de Ciências da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UFMS (2011/2013). Chefe do Departamento de Matemática da UFMS (2009/2010). Avaliadora CAPES de Projetos PIBID (2013). Editora-Chefe do Periódico Perspectivas da Educação Matemática da UFMS (2010-2013).Revisora e membro do corpo editorial de inúmeros periódicos.Coordenadora do Projeto CNPq Estado da arte das pesquisas em educação Matemática que tratam da formação de professores produzidas nos Programas de Pós-Graduação das regiões norte, nordeste e centro-oeste no Brasil a partir de 2005 (2011-2013). Coordenadora do projeto em rede Trabalho colaborativo com professores que ensinam Matemática na Educação Básica em escolas públicas das regiões Nordeste e Centro-Oeste, financiado pelo Programa Observatório da Educação - CAPES na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (Instituição sede) (2013-2016). Colaboradora do Projeto Universal CNPq Mapeamento e estado da arte da pesquisa brasileira sobre o professor que ensina Matemática (2013-2016). Coordenadora adjunta do Grupo de Trabalho Formação de Professores que ensinam Matemática (GT 7) da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (2015-2018). Membro do GT7 - Formação de professores que ensinam Matemática da SBEM. Líder do Grupo de Pesquisa FORMEM - Formação e Educação Matemática. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente com Formação de Professores (formação inicial, formação continuada e desenvolvimento profissional).

Referências

CAMPOS, F. R. Currículo, Tecnologias e Robótica na educação Básica. Tese (Doutorado em Educação: Currículo) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, São Paulo, 2011.

CASTRO, V. G. RoboEduc: Especificação de um Software Educacional para ensino da Robótica às crianças como uma ferramenta de inclusão digital. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2008.

OLIVEIRA, E.S. Robótica Educacional e Raciocínio Proporcional: uma discussão à luz da Teoria da Relação com o Saber. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, Paraíba, 2015.

Publicado
2019-09-15