SUBSTITUIÇÃO DA FARINHA DE PEIXE EM DIETAS DE TILÁPIA-DO-NILO
Uma revisão sistemática sobre o desempenho zootécnico, saúde e a sustentabilidade
Resumo
Esta revisão sistemática avaliou a viabilidade da substituição total ou parcial da farinha de peixe (FM) na dieta da tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), analisando 16 estudos publicados entre 2012 e 2025. Seguindo o protocolo PRISMA, a revisão demonstrou que a FM, antes considerada insubstituível, pode ser substituída eficazmente por uma ampla variedade de fontes proteicas alternativas sem prejuízos ao desempenho zootécnico ou à saúde dos peixes. Fontes como insetos (mosca-soldado-negra) permitiram substituições de 25% a 100%, oferecendo benefícios funcionais, como melhora no sistema imunológico e no sistema antioxidante. Proteínas vegetais (soja, tremoço) variaram de 50% a 75%, enquanto fontes microbianas (bioflocos) e subprodutos animais (aves) variaram de 5% a 85%. O sucesso da transição depende do balanceamento de aminoácidos, da fase de desenvolvimento dos peixes e do uso de aditivos. A adoção dessas alternativas reduz custos e promove a economia circular na tilapicultura. Contudo, a heterogeneidade metodológica e a falta de estudos comerciais de longa duração são lacunas críticas. Conclui-se que o setor possui alternativas viáveis, sendo necessárias pesquisas futuras para validação econômica e otimização em larga escala.
