MEDIAÇÃO DE LEITURA NA POESIA DE MANOEL DE BARROS: INCLUSÃO DEPESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL EM CONTEXTO HOSPITALAR
Resumo
Este artigo discute a mediação da leitura literária como prática de inclusão de pessoas com deficiência visual em contexto hospitalar, tomando como objeto poemas de Manoel de Barros. Uma vez que o acesso à literatura constitui um direito cultural, como já assegura Antônio Candido (2011), e uma dimensão essencial da formação humana, nosso objetivo é analisar como a poética manoelina favorece experiências de leitura mediada em ambientes hospitalares. Trata-se de análise bibliográfica e qualitativa e propõe reflexões sobre a leitura em voz alta como prática de humanização, acolhimento e garantia do direito à literatura. Para isso, lançamos mão das contribuições de Antonio Candido, Rildo Cosson, Teresa Colomer, Romeu Kazumi Sassaki e outros. Os resultados esperados se encaminham em torno daquilo que a poesia pode ampliar em torno de acesso à experiência estética e ao pertencimento entre leitores com deficiência visual em situação hospitalar.
Referências
- BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
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- CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre
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- SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 7 ed. Rio de Janeiro:
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- Necessidades Educativas Especiais. Salamanca: UNESCO, 1994.