BELEZA, VIOLÊNCIA E SEXUALIZAÇÃO DOS CORPOS:
a colonialidade do poder e de gênero, em Nossa parte de Noite, de Mariana Enriquez
Resumo
A colonialidade impôs novos modos de ter um corpo, estabelecendo normas, padrões e regras para nomear a si mesmo e nomear o(a) outro(a). Nosso objetivo é refletir, a partir dos estudos descoloniais, sobre como os corpos são descritos em Nossa parte de noite, de Mariana Enriquez, abordando dois pontos: a imposição de um padrão de beleza europeu e como isso impactou as vidas de Rosario Bradford e Tali, distorcendo sua autoimagem e autoestima; e, em um segundo ponto, a Ordem como instituição que sobreviveu com a ajuda da colonialidade do poder e de gênero, usando, violando e assassinando homens e mulheres médiuns. Os resultados obtidos até o momento indicam que, na modernidade, o corpo perfeito é irreal e faz parte de estratégias de mercado, invisibilizando belezas outras. Em relação aos(às) médiuns, constatou-se que todos(as) foram violados(as); no entanto, o corpo africano foi totalmente desumanizado e animalizado, e o corpo do imigrante na América Latina foi sexualizado e fetichizado. Dialogamos com as teorias descoloniais para investigar as complexas relações impostas pela colonialidade descritas no livro.
Copyright (c) 2025 CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.




