A IDENTILASTICIDADE DO CORPO LGBT
uma possibilidade ana-léticas das diferenças
Resumo
O artigo aborda a noção de identilasticidade como chave teórica para compreender identidade, corpo e diferença sob uma perspectiva decolonial. A identidade é concebida não como essência estática, mas como processo elástico e fronteiriço, em permanente negociação, revelando as demandas de um corpo latino. Dialogando com os estudos culturais e o pensamento decolonial, articula contribuições de Foucault, Butler, Bhabha, Quijano e Dussel para refletir sobre a condição latino-americana, marcada pela colonialidade, mas também pela potência criativa da diferença, especialmente no que concerne às experiências de corpos LGBT. O corpo é tomado como território de poder e resistência, no qual discursos se inscrevem e fissuras se abrem, sendo a escola um espaço emblemático dessa tensão, permeado por violências históricas. Conclui-se que assumir a diferença latino-americana é imperativo ético-político, e que a identilasticidade representa horizonte crítico para repensar identidade, gênero e cultura em chave insurgente e decolonial.
Palavras-chave: identilasticidade; diferenças; corpo LGBT.
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