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A NATUREZA COMPÓSITA DA CRÍTICA BIOGRÁFICA Eneida Maria de Souza

Marcos Antônio Bessa-Oliveira

Resumo


Os estudos de Crítica biográfica, ou melhor, os estudos de biografias, no Brasil, datam de alguns anos, levando-se em consideração a “redação biográfica” mais tradicional, ou o que poderíamos chamar de levantamentos histórico-biográficos. Ressalto como tradicionais aqueles estudos biográficos – os quais, para alguns estudiosos de crítica biográfica, contemporâneos aos anos finais do século XX e início do século XXI, não são críticas biográficas, mas relatos históricos das/de vidas –, que, ao longo dos anos, se ativeram ao trabalho de dissertar sobre a vida de determinados indivíduos. Nesse caso, vale dizer que algumas formulações sobre esse suposto estudo de biografias rondaram o Brasil, sobretudo anterior à década de 1970 e até o início desta (2010). Portanto, entende-se por que especialmente até a década de 1970 foi mais recorrente esse tipo de estudo-relato biográfico tradicional no Brasil. No entanto, já preconiza Eneida Maria de Souza que “essa crítica [biográfica] não se concentra, contudo, apenas em obras de teor biográfico ou memorialista, por entender que a construção de perfis biográficos se faz independente do gênero”.[1]


[1] SOUZA. Janelas indiscretas: ensaios de crítica biográfica, p. 20.


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