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BIOGEOGRAFIAS OCIDENTAIS/ORIENTAIS: (i)migrações do bios e das epistemologias artísticas no front

Marcos Antônio Bessa Oliveira

Resumo


Os conceitos migram! Os sujeitos também migram! Por conseguinte, os últimos acontecimentos têm mostrado que as biografias e as próprias geografias estão sendo obrigadas a trasladarem-se de alguns lugares no Oriente para lugares outros no Ocidente. Da mesma forma ficam evidente os deslocamentos das fronteiras e dos limites que nos circundam. Diuturnamente estamos assistindo nas redes midiáticas o traslado de milhares de sírios e africanos viajando para buscarem refúgios em território europeu. Consequentemente as epistemologias estão sendo obrigadas a (e)(i)migrarem entre o um Oriente e o Ocidente e, se variando as possibilidades de pensarmos essa questão, mudam também do Ocidente em busca do Oriente. Ou seja, o(ri)(cid)enta-se quem puder e precisar! Busca-se na atualidade (teórica, crítica e artística e mesmo pedagógica) saídas para melhor entender a brutalidade desse movimento (in)voluntário de partida e chegada entre os lóci do Oriente para o lócus Ocidental. Do mesmo jeito é possível dizer que as geografias e biografias – o que chamo aqui de biogeografias – sofrem alterações com essa mudança de lugares geográficos e esse trânsito biográfico das pessoas. As necessidades têm feito alguns indivíduos transitarem provisoriamente, mas já outros têm feito planos de estada permanente em seus possíveis destinos de chegadas. Da mesma forma não posso deixar de dizer que os discursos são (e)(i)migrantes. A migração ou imigração dos discursos dão-se (sejam eles artísticos, sejam filosóficos, étnicos, éticos, sociológicos, antropológicos, biográficos, de esquerda, de direita, ou outro discurso teórico qualquer), no caso da América Latina, como imigrantes que por aqui aportam e são levados e elevados à exaustão do (re)uso dos (re)cursos desses conceitos-discursos. 

 


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