A MEMÓRIA EM DERRIDA: uma questão de arquivo e de sobre-vida

Maria José R. F. Coracini

Resumo


O primeiro sentido que nos vem à memória, tão logo falamos de “memó- ria”, a nós, professores de línguas, herdeiros que somos de teorias da aquisi- ção/aprendizagem da segunda metade do século XX, é o de competência cognitiva, capacidade maior ou menor, segundo o grau de inteligência de cada um (medido pelo QI ou por outros testes psicológicos), de retenção dos dados que chegam até os nossos sentidos para serem arquivados, estudos que fazía- mos ou que fazemos com o objetivo de buscar instrumentos que auxili(ass)em o aluno em seu processo de aprendizagem, na crença, cientificamente ingê- nua, de que é possível manipular ou controlar esse “aparelho” mental. Mas, não é da memória cognitiva, ou, pelo menos, não em primeira instância, de que vamos nos ocupar neste texto, mas de outro tipo de memória, da memória que nos remete ao passado, talvez à origem, à origem de nós mesmos que é sempre e necessariamente feita de outros, por outros e, desta vez, num primei- ro momento, esse outro ou esses outros – porque cada um é muitos outros na sua constituição heterogênea e, portanto, fragmentária – é o próprio Derrida.

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Referências


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