OS ESTUDOS CULTURAIS e a crise da universidade moderna
Abstract
Já pode ser considerada lugar-comum, na atualidade, a defesa da inter, da trans e, até mesmo, da pós-disciplinaridade, nos discursos produzidos pela aca- demia. Entretanto, este posicionamento frente ao trânsito entre os saberes tor- nou-se hegemônico sem que isso implicasse uma modificação institucional da universidade, que só agora começa a se movimentar para operar, talvez de forma ainda bastante tímida, algumas reestruturações em sua forma de organiza- ção. De um modo geral, podemos perceber que a universidade ainda mantém- se presa ao modelo moderno que a inspirou. Num momento em que as pressões pela reforma da universidade se impõem, faz-se necessário debater algumas questões que dizem respeito à atuação político-pedagógica dos profissionais das Letras, de modo a se produzir uma reflexão que enfrente as demandas do presente: Que intelectual é este que tem que responder às exigências, por um lado, de eficiência e especialização, incorporadas pela universidade da excelên- cia, e, por outro, de um mercado voraz por absorver os produtos culturais? Com o processo de massificação do ensino superior, o intelectual pop é o substituto do intelectual público? Os Estudos Culturais constituem um instrumento demo- crático de abertura à heterogeneidade dos bens simbólicos produzidos pelos diversos atores sociais ou representam uma apropriação populista de tais produ- ções pela academia? A noção de cultura é suficientemente pertinente para se construir uma nova área de saber na universidade brasileira?
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