CORPOS DE MULHERES NO ESPORTE: REPRESENTAÇÃO, PODER E RESISTÊNCIA

Autores/as

  • Monique Terezinha Cezário Eleutério Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/babe9938

Resumen

Este artigo analisa o esporte como campo cultural em que o corpo das mulheres é regulado, representado e disputado por resistências feministas. Parte-se da compreensão de que o esporte não se limita à prática física, à competição ou ao lazer, pois também produz sentidos sobre corpo, gênero, desempenho, capacidade e pertencimento. A questão que orienta o estudo é: de que modo o esporte participa da produção cultural dos corpos das mulheres e como as resistências feministas tensionam essas normas? O objetivo consiste em analisar como o campo esportivo produz representações, regula corpos e, ao mesmo tempo, pode ser disputado como espaço de resistência. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, com abordagem teórico-interpretativa. A discussão articula contribuições dos Estudos Culturais, da crítica feminista, dos debates sobre corpo e poder e da perspectiva interseccional. A análise evidencia que a presença das mulheres no esporte não deve ser compreendida apenas pelo acesso ou pela participação numérica, mas pelas condições simbólicas, políticas e sociais que definem visibilidade, legitimidade e reconhecimento. O estudo aponta que normas de gênero, hierarquias simbólicas, vigilâncias sobre o corpo, desigualdades interseccionais e formas de violência atravessam as trajetórias femininas no esporte. Conclui-se que as resistências feministas no campo esportivo não se limitam à ocupação de espaços antes negados, mas envolvem a disputa por reconhecimento, segurança, direito à presença e transformação das normas que historicamente associam força, autoridade e rendimento ao masculino.

Publicado

2026-09-10