VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, PATRIARCADO E COLONIALIDADE: UMA LEITURA A PARTIR DA CRÍTICA FEMINISTA

Autores/as

  • Leticia Nascimento Panachuki Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Janete Rosa da Fonseca Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/fehpmq54

Resumen

O presente artigo tem como objetivo realizar uma análise sobre a violência contra as mulheres como expressão da estrutura patriarcal, a partir das contribuições da teoria crítica feminista. Para isso, adota como principal referência teórica a autora Heleieth Saffioti (2015; 2000), em diálogo com Saffioti e Almeida (1995), Rita Laura Segato (2012), Poliana Monteiro (2021), Simone de Beauvoir (2019) e Pereira (2007). A partir de Saffioti, compreende-se que a violência contra as mulheres é uma manifestação da organização social patriarcal que legitima a dominação masculina e a subordinação feminina. A análise de Segato amplia a discussão ao relacionar patriarcado e colonialidade de gênero, evidenciando que, especialmente no contexto latino-americano, a violência contra as mulheres também é atravessada por processos históricos de colonização, racialização e desigualdade social. Monteiro contribui para compreender como essas estruturas patriarcais e coloniais se materializam na vida cotidiana das mulheres, nos territórios, no planejamento urbano e na segurança pública. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica, por meio da leitura e articulação de textos teóricos sobre gênero, patriarcado, colonialidade e violência contra as mulheres. Conclui-se que a violência de gênero é um fenômeno social, histórico, político e estrutural, cujo enfrentamento exige a crítica às estruturas patriarcais e coloniais.

Publicado

2026-09-10