UMA ANÁLISE DE: HISTÓRIA DA SEXUALIDADE I: A VONTADE DE SABER EM DIÁLOGOS ENTRE MICHEL FOUCAULT, JUDITH BUTLER, GILLES DELEUZE E ACHILLE MBEMBE

Autores

  • Alice dos Santos Mendes Gabriel Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/07m4d029

Resumo

O presente artigo analisa as relações entre poder, biopoder, biopolítica, sexualidade e processos de subjetivação a partir do capítulo V da obra História da Sexualidade: A Vontade de Saber (1999), de Michel Foucault. O estudo dialoga ainda com as contribuições de Judith Butler (2018), Gilles Deleuze (2013) e Achille Mbembe (2018), estabelecendo aproximações entre os conceitos de performatividade, sociedade de controle e necropolítica. O problema da pesquisa consiste em compreender como os mecanismos de poder produzem discursos sobre a sexualidade e influenciam a constituição dos sujeitos nas sociedades modernas e contemporâneas. O objetivo geral consiste em analisar a transformação das formas de exercício do poder descritas por Michel Foucault (1999), destacando a passagem do poder soberano para o biopoder e suas implicações na produção das subjetividades. Como objetivos específicos, busca-se compreender a constituição histórica dos dispositivos de sexualidade, discutir as formas de resistência presentes nas relações de poder e relacionar as contribuições foucaultianas aos debates contemporâneos desenvolvidos por Butler (2018), Deleuze (2013) e Mbembe (2018). A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica e fundamentada na análise interpretativa das obras dos autores selecionados. A metodologia baseou-se na leitura crítica da literatura especializada, buscando identificar aproximações teóricas entre os conceitos de poder, sexualidade, biopolítica, performatividade, controle e necropolítica. Os resultados demonstram que o poder moderno ultrapassa a lógica da repressão, passando a atuar por meio da produção de discursos, saberes e práticas que regulam os corpos e administram a vida das populações. Evidencia-se que a sexualidade constitui um dos principais dispositivos de exercício do biopoder, ao mesmo tempo em que se apresenta como espaço permanente de resistência e produção de novas subjetividades. As contribuições de Butler (2018), Deleuze (2013) e Mbembe (2018) ampliam a compreensão das transformações contemporâneas dos mecanismos de poder, evidenciando novas formas de controle, exclusão e resistência presentes nas sociedades atuais. Conclui-se que o pensamento foucaultiano permanece fundamental para compreender os processos de constituição dos sujeitos e as formas contemporâneas de governo da vida. O diálogo com Butler (2018), Deleuze (2013) e Mbembe (2018)  amplia essa perspectiva ao evidenciar que as relações de poder continuam produzindo identidades, regulando comportamentos e definindo quais vidas são protegidas, controladas ou expostas à vulnerabilidade.

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Publicado

2026-09-10