INTERCULTURALIDADE E DECOLONIALIDADE COMO PRINCÍPIOS EMANCIPATÓRIOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS: SABERESFAZERES, COTIDIANOS E ECOLOGIA DOS SABERES

Autores

  • Catarina Janira Padilha Parfor Equidade/Instituto Insikiran – UFRR SEED-RR/SMEC-PMBV.

DOI:

https://doi.org/10.55028/yb6r9a84

Resumo

O presente artigo discute os sentidos da interculturalidade crítica e da decolonialidade como fundamentos epistemológicos, políticos e pedagógicos para a formação de professores indígenas no contexto da Educação Escolar Indígena. Fundamenta-se nas Epistemologias do Sul, na ecologia dos saberes e nas pesquisas nosdoscom os cotidianos, compreendendo que os processos formativos devem reconhecer os saberesfazeres produzidos pelas comunidades indígenas como conhecimentos legítimos e constitutivos dos currículos escolares. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e narrativa, evidenciando que a interculturalidade crítica ultrapassa o reconhecimento da diversidade cultural, constituindo-se como projeto político de enfrentamento à colonialidade do poder, do saber e do ser. Defende-se que a formação docente indígena necessita ser construída a partir das experiências cotidianas das comunidades, das cosmologias originárias, das narrativas, da oralidade e das práticas curriculares produzidas nos territórios indígenas, rompendo com modelos homogeneizadores de formação. Considera-se que políticas formativas fundamentadas na justiça cognitiva, no diálogo intercultural e na valorização das epistemologias indígenas potencializam processos emancipatórios capazes de fortalecer a autonomia dos povos originários e promover uma educação intercultural inclusiva, específica, diferenciada e socialmente referenciada.

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Publicado

2026-09-10