Linguística popular e estudos discursivos: disputas de sentido em práticas emancipatórias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/r10hmk52

Palavras-chave:

Militantes; Práticas emancipatórias; Linguística Popular; Discurso

Resumo

A Linguística Popular, campo de estudos da linguagem já bem constituído no contexto estadunidense, a partir dos trabalhos de Niedzielski e Preston (2003), no francês a partir de Paveau (2008 e 2019), no Alemão dos trabalhos de Lídia Becker (2019) começa a produzir os seus primeiros resultados no Brasil, com os trabalhos de Baronas e Cox (2020); Baronas (2021); Baronas, Gonçalves e Santos (2021) e Baronas, Matos e Almeida (2021).Assim, no Brasil, Baronas e seu grupo entrelaçam a Linguística Popular com os estudos discursivos principalmente no que se refere aos estudos das práticas jlinguísticas. Essas práticas abarcam um conjunto de fenômenos linguísticos que são produzidos pelos sujeitos sobre a sua língua e a língua dos outros. Portanto, neste trabalho, procuramos analisar práticas linguistas, as quais de acordo com a Linguística Popular, são denominadas emancipatórias, que circulam no ambiente digital, mais especificamente Instagram e Twitter, buscando compreender seu funcionamento linguístico ,e também, discursivo à medida que há uma hipótese linguística levantada e esta é emancipatória, de disputa e de resistência.

Biografia do Autor

  • Livia Maria Falconi Pires , UFSCar

    Graduada em Licenciatura Plena em Letras português/espanhol pela Universidade Federal de São Carlos-UFSCAR no ano de 2009, titulada Mestre em Linguística no ano de 2012 pelo Programa de Pós-graduação em Linguística (PPGL) da mesma universidade, doutora em Linguística pelo mesmo PPGL no ano de 2017 e concluiu o pós-doutoramento em 2023. Fez Estágio de Pesquisa (BEPE-FAPESP) na Université de Toulouse 2 (Jean-Jaurès) desenvolvendo pesquisa em discurso, mídia e política. Participou do grupo de estudos em Análise do Discurso-Labor desenvolvendo pesquisas relacionadas com as mudanças no discurso político na esteira da teoria da Análise do Discurso de linha francesa. Em 2010 foi vice- representante discente da pós-graduação em linguística da UFSCar e em 2013 foi representante discente do mesmo programa. É docente do Centro Universitário Central Paulista (UNICEP- São Carlos), foi docente substituta do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e é integrante do Laboratório de Estudos Epistemológicos e de Discursividades Multimodais-LEEDIM.

  • Lígia Mara Boin Menossi Araújo , Universidade Federal de São Carlos-UFSCar

    Doutora (2015) e mestre (2011) em Linguística pela UFSCar ambos com apoio da Fapesp, especialista em Linguística de Texto e Ensino pela Unesp - Araraquara (2004) e graduada em Letras pelo Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva (2002). Realizou estágio de pós-doutorado em Filologia e Língua Portuguesa na USP (2016 - 2018) e em Linguística na UFSCar (2019) com bolsa Capes. Atuou como professora no ensino fundamental II, no ensino médio, no ensino técnico e no ensino superior. É Professora Adjunta do Departamento de Letras e do Programa de pós-graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos e editora de seção da revista Linguasagem - Revista Eletrônica de Popularização Científica em Ciências da Linguagem. É uma das coordenadoras do LEEDIM - Laboratório de Estudos Epistemológicos e Discursividades Multimodais e membro integrante do UPLiP - Unidade de Pesquisa em Linguística Popular. Líder do grupo de pesquisa e também do programa de extensão intitulados: GESTAR: Grupo de estudos, análise e reflexão sobre maternidade e ciência. É embaixadora do Movimento Parents in Science e integrante do Grupo de Trabalho - Mulheres UFSCar. Dedica-se à pesquisa da análise do discurso da maternidade, da análise do discurso humorístico, da análise do discurso digital e da linguística popular.

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Publicado

10-06-2026

Edição

Seção

Artigos - Linguística e Semiótica

Como Citar

FALCONI PIRES, LIVIA Maria; BOIN MENOSSI ARAÚJO , Ligia Mara. Linguística popular e estudos discursivos: disputas de sentido em práticas emancipatórias. Papéis: Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens - UFMS , [S. l.], v. 30, n. 59, p. 29–43, 2026. DOI: 10.55028/r10hmk52. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/papeis/article/view/25775. Acesso em: 23 jun. 2026.