I take care, they hospitalize me:
discourses on care, mental health and gender
DOI:
https://doi.org/10.55028/papéis.v29i57.23083Keywords:
gender, Mental health, CAPS, Intersectionality, careAbstract
This article addresses the relations between gender and mental health from an intersectional perspective, analyzing the discourse surrounding care among women who attend a Centro de Atenção Psicossocial-CAPS. To do so, we analyze, based on Michel Pêcheux's Discourse Analysis, the statement “I take care, they hospitalize me” produced by a female user of the service. The paraphrasal analysis and the discursive formations point to two forms of care: the one that is naturalized and performed daily by women; and the other, Care with a capital letter, which occurs in institutionalized spaces such as health services. Both forms are feminized, an effect of the interdiscourse that locates care as naturally feminine. However, the place of the woman who falls ill due to mental health issues creates a gap, since she does not have the right to occupy only the place of the object of care.
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