Formação docente: exercício ético estético político com matemáticas

  • Giovani Cammarota Universidade Federal de Juiz de Fora. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus Rio Claro
  • Margareth Rotondo Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Sônia Clareto Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: ética do mestre, desentendimento, práticas de liberdade

Resumo

O artigo problematiza a formação docente em matemática em contexto de regulação e perda de direitos, apostando numa invenção permanente da vida e em modos de existir e de resistir, trazendo acontecimentos que se dão junto a uma matemática escolar. Problematiza um cenário contemporâneo que tem acionado uma ética escrava, numa partilha do sensível junto a uma lógica policial que exercita técnicas de governo e dominação.  Busca aliados. Com Nietzsche, coloca-se em questão a vontade de verdade na produção do conhecimento matemático, torcendo-a em favor de uma ética sadia. Com Rancière, problematiza uma partilha do sensível dominada por dispositivos policiais, acionando a potência do desentendimento como motor político da produção matemática e da formação docente. Com Foucault, a formação docente junto a um cuidado de si que se desdobra em uma estética da existência, práticas de liberdade na produção de vidas e mundos.

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Publicado
2020-01-14
Seção
Formação de professores que ensinam matemática em contextos de regulação e perda