Quem conduz a narração é o ouvido: mobilizações da História Oral na Educação Matemática

Autores

  • Maria Ednéia Martins Salandim UNESP - campus Bauru - SP - Faculdade de Ciência
  • Karina Aparecida da Silva UNESP - campus Bauru - SP - Faculdade de Ciência

Palavras-chave:

Educação Matemática, Roteiro de entrevistas, Entrevistas, Narrativas, Análise de narrativas

Resumo

Neste artigo tematizaremos experiências, desafios e potencialidades na realização, edição e análise de entrevistas produzidas com base na metodologia da História Oral. Inseridas nas discussões quanto à mobilização dessa metodologia de pesquisa na Educação Matemática, particularmente aquelas realizadas junto ao Grupo História Oral e Educação Matemática (GHOEM), as autoras se envolveram na realização e análise de mais de 40 entrevistas para suas pesquisas que tematizaram a formação e atuação de professores que ensinam ou ensinaram Matemática no Brasil. Expõe-se aqui a importância do ouvir desde a escolha dos entrevistados até a análise das e a partir das narrativas resultantes das entrevistas. É preciso saber perguntar sobre o que se deseja conhecer e problematizar com a entrevista, mas é preciso que sejamos conduzidos por ouvidos atentos no sentido de não ouvirmos apenas aquilo que desejamos ou somente sobre o que perguntamos.

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Publicado

2019-12-21

Edição

Seção

História Oral e Educação Matemática

Como Citar

MARIA EDNÉIA MARTINS SALANDIM, Maria Ednéia Martins Salandim; KARINA APARECIDA DA SILVA, Karina Aparecida da Silva. Quem conduz a narração é o ouvido: mobilizações da História Oral na Educação Matemática. Perspectivas da Educação Matemática, [S. l.], v. 12, n. 29, p. 402–412, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat/article/view/9507. Acesso em: 30 jan. 2026.