Cartografias do feminino

o espaço em Mandíbula, de Mónica Ojeda

Autores

  • Maria Luiza Correa da Silva Staut Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/a20kqh23

Palavras-chave:

Espaço, América Latina, Mónica Ojeda, Mandíbula, Literatura feminina

Resumo

O presente artigo tem como objetivo investigar as teorias do espaço na literatura e suas manifestações no romance “Mandíbula”, da escritora equatoriana Mónica Ojeda. A análise parte das concepções de Paulo Soethe (2007), Antonio Dimas (1994) e Luis Alberto Brandão (2007), articulando-as à relação entre espaço e cultura, compreendendo obras que fazem do território latino-americano um elemento constitutivo de sua atmosfera narrativa. Busca-se, assim, examinar os principais espaços do romance e os efeitos de sentido que produzem, evidenciando como a ambientação atua tanto na denúncia quanto na problematização das possibilidades de emancipação feminina em um contexto marcado pelo patriarcado latino-americano.

Biografia do Autor

  • Maria Luiza Correa da Silva Staut, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

    Doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS/CPTL), vinculada à linha de pesquisa Historiografia Literária: Recepção e Crítica. Mestra em Cinema e Artes do Vídeo pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR/PPG-CineAV), na linha de pesquisa Teorias e Discursos no Cinema e nas Artes do Vídeo.

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Publicado

2026-02-15