A escrita autobiográfica como literatura engajada em O grito da gaivota, de Emmanuelle Laborit

Autores

  • Antônio Wagner Veloso Rocha Universidade Estadual de Montes Claros
  • Bárbara Mont'alvão Universidade Estadual de Montes Claros

DOI:

https://doi.org/10.55028/sv88am12

Palavras-chave:

autobiografia, literatura engajada, identidade surda, Emmanuelle Laborit

Resumo

Além de proporcionar o contato com a dimensão estética da linguagem escrita, a literatura também provoca reflexões e fornece ao leitor uma significativa contribuição à formação da consciência crítica ao tratar dos problemas referentes à sociedade e à própria condição humana. Desta forma, tendo como objeto de análise a obra autobiográfica O grito da gaivota (Le cris de la mouette) de Emmanuelle Laborit, escritora surda de origem francesa, o presente artigo propõe compreender a manifestação da identidade e da experiência das pessoas surdas, considerando-se o seu lugar no mundo e o seu convívio contínuo com um universo de silêncio, bem como com outras formas de comunicabilidade. Para tanto, será evidenciado o engajamento social apresentado pela autora a partir do texto literário.

Biografia do Autor

  • Antônio Wagner Veloso Rocha, Universidade Estadual de Montes Claros

    Membro do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), onde atua como professor permanente do Programa de Mestrado em Letras/Estudos Literários e professor do Mestrado Profissional em Filosofia. Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio) e doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

  • Bárbara Mont'alvão, Universidade Estadual de Montes Claros

    Professora da Educação Básica na rede estadual de ensino de Minas Gerais (SEE/MG). Graduada em Letras – Português/Inglês pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Possui especialização em Língua Inglesa e  Linguística Aplicada ao Ensino do Português, ambas concluídas na mesma instituição. Atualmente, cursa a graduação em Letras Libras pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).

Referências

ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1997.

BENOÎT, Denis. “O apogeu sartriano”. In.: Literatura e engajamento de Pascal a Sartre. Editora da Universidade do Sagrado Coração, s/d.

BOSI, Alfredo. “Caminhos do crítico”. Academia Brasileira de Letras, em 10 de maio de 2005. Disponível em < https://academiadelibras.com/blog/escritores-surdos> . Acesso em 24/01/2024).

LABORIT, Emmanuelle. (2000). O grito da gaivota. Trad. Ângela Sarmento. 2ª ed. Lisboa: Caminho, 2000.

“Lei 10436, de 24 de abril de 2022”. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm> Acesso 25 jan. 2024.

LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

MOORES, D. Educating the deaf, psychology, principles and practice. Boston: Houghton Mifflin Co. 1978.

SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? Trad. Carlos Felipe Moisés. 3a Edição. São Paulo: Editora Ática, 2004.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

SKLIAR, Carlos. “Os estudos surdos em educação: problematizando a normalidade”. In: (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

Downloads

Publicado

2026-02-15