EDUCAÇÃO SEXUAL E (BIO)DOCÊNCIAS: (DES)CONSTRUÇÕES A PARTIR DOS ESTÁGIOS CURRICULARES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/747yc836

Resumo

O Ensino de Biologia é constituído por um conjunto de saberes e práticas docentes sobre a multiplicidade vidas que integra conhecimentos sobre composições anatômicas, fisiológicas e genéticas de corpos. Entretanto, torna-se essencial incorporar a Educação Sexual ao currículo de Biologia, pois as temáticas de gênero, sexualidade e corpo e outros saberes socioculturais e políticos perpassam esse campo (trans)disciplinar. Dessa forma, partimos da questão norteadora: Que (bio)docências acerca da Educação Sexual são (des)construídas a partir dos estágios curriculares supervisionados? Objetivando problematizar discursos de (futuros/as) docentes de Biologia por meio de um questionário realizado com 4 estagiários/as e 3 professores/as-supervisores/as em uma escola pública do Cariri cearense. Bem como, adotamos a análise foucaultiana do discurso para capturar os 4 elementos do enunciado. Os resultados evidenciaram discursos essencialistas em saberes e práticas docentes no Ensino de Biologia e na abordagem (ou não) da Educação Sexual, pautando-se em binarismos e modelos hegemônicas de masculino/feminino. Em contraposição, (bio)docências emergem como potencializadoras de (trans)formações, a partir de narrativas (auto)biográficas de (futuros/as) professores/as, possibilitando explorar os estágios supervisionados para além de um requisito curricular dos cursos de graduação. Portanto, (bio)docências assumem compromissos éticos, inclusivos, empáticos, subversivos, políticos, culturais e (trans)formadores!

Palavras-chave: (Bio)docências. Educação Sexual. Estágios.

Biografia do Autor

Downloads

Publicado

2026-09-21