EDUCAÇÃO PERANTE AMBIVALÊNCIAS CULTURAIS EM MOÇAMBIQUE: UMA REFLEXÃO EM TORNO DE DELÍRIOS HISTÉRICOS DE RAPARIGAS E O CURRÍCULO ESCOLAR

Autores

  • Domingos Pinto Mabunda Universidade Estadual UNISAVE

DOI:

https://doi.org/10.55028/n4xa9g59

Resumo

Discutir a educação escolar e ambivalências culturais é refletir em torno de saberes curriculares. Em contrapartida, alucinações, delírios histéricos e crises de pânico intensos nas raparigas nos níveis básico e secundário criam transtornos psíquicos e embaraçam ambientes de aprendizagem. Estudos feitos em torno do fenómeno terminaram sem soluções concludentes à vista. O dilema em causa é como se pode construir um currículo educativo que é, por um lado, abrangente o tanto quanto é, doutro lado, neutral. Neste rumo, algumas vozes instam a sociedade no geral e pesquisadores em particular a prosseguirem com as buscas de soluções. Diante desta problemática, cogita-se o pensamento de ausência de precisão na definição de saberes elegíveis ao currículo escolar perante num território moçambicano de antiquíssimas diversidades e tensões identitárias cuja cartografia cultural se mostra ainda longe de ser linear ou sequer previsível. Como formas de dar respostas às inquietações, o presente artigo assentou-se sobre pesquisas aplicada e exploratória com abordagem qualitativa cujos métodos foram entrevista semiestruturada, observação e estudo bibliográfico. As sensibilidades e dados foram discutidos, entrecruzados entre si e comparados com resultados anterior. O resultado mostra ser um processo contínuo mercê da conscientização da sociedade. Vai daí que a conclusão dá indicação de ulteriores debates ou palestras. De igual forma, as teorias de currículo colocam no centro deste debate uma sociedade de conhecimento como fator imprescindível para a definição de objetivos e políticas públicas educativas do estado/governo. Sendo por via disso que se espera, dessa sociedade, maior precisão na definição e seleção de mecanismos e saberes para aprendizagem, como condição sine qua non para distensões de ambivalências culturais no currículo. Espera-se ainda que uma pedagogia científica de professor dê primazia ao modelo contemporâneo de educação que não perde de vista a consolidação da identidade cultural, diversidades e inclusão, mesmo diante de multiculturalismo e globalização.

 

Biografia do Autor

  • Domingos Pinto Mabunda, Universidade Estadual UNISAVE
    Mestrado em Educação e Currículo pela UNISAVE,- Chongoene - Gaza, em 2024 Licenciado em Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Faculdade de Ciências de Linguagem, Comunicação e Arte, em 2012 Bacharelato em Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Faculdade de Ciências de Linguagem, Comunicação e Arte, em 2011

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Publicado

2026-09-21