Traçados e conexões em Dois irmãos, de Milton Hatoum
o narrador e a sociedade em fulcro recíproco
DOI:
https://doi.org/10.55028/m9me2907Palavras-chave:
crítica literária, literatura brasileira, Milton Hatoum, narração, romanceResumo
Este artigo se direciona para compor reflexões acerca de possíveis interações entre aspectos sociais, econômicos e culturais e o desdobramento da construção da instância do narrador em Dois Irmãos, de Milton Hatoum (2000). Para realizar esta pesquisa, atua-se junto às esferas de fatores contextuais e biográficos (Hatoum, 2005; 2021; Piza, 2007), da recepção crítica (Lima, 2007 e Perrone-Moisés, 2007), da teoria da narrativa (Genette, 1995) e da crítica sociológica (Silva, 2009; Bakhtin, 2002; Lukács, 2009). Nessa direção, a investigação busca assinalar algumas conexões contextuais e biográficas, associar tópicos da crítica sociológica, agregar propostas de alguns estudos sobre a modalidade do romance às características de Dois irmãos e descrever parte do processo de constituição narrativa da obra. Esse percurso encaminha à apresentação de uma composição narrativa em que se visualiza uma ação recíproca entre a ascensão de acontecimentos conflitivos, a disposição de um quadro de deterioração social e o impulso de questionamentos efetuados pela figura do narrador.
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