Movimentações filosóficas na construção de subjetividades ficcionais de personagens machadianas
DOI:
https://doi.org/10.55028/x2c2vv21Palavras-chave:
Contos, Machado de Assis, Personagem, Romances, FilosofiaResumo
Este artigo busca conjecturar sobre determinadas oscilações da composição da atuação dos protagonistas de romances de Machado de Assis, visualizando um horizonte filosófico em que o escritor fluminense diferencia a sua arte narrativa por sua diretriz reflexiva, humorística, crítica e plástica. A pesquisa se centrará na investigação dos romances Dom Casmurro (2016) e Memórias póstumas de Brás Cubas (2016). Para efetuar esse estudo, são adotados aportes advindos das teorias da narrativa, dos estudos filosóficos e da recepção crítica do escritor; e são realizadas comparações entre as diferentes táticas compositivas nos contos e nos romances. Por intermédio da análise da composição dos personagens e dos narradores, busca-se evidenciar a complexidade do pensamento machadiano, que, com sua escrita singular, transcende determinados limites narrativos, propondo reflexões profundas sobre a condição humana, a natureza do conhecimento e a passagem do tempo. Em especial, a peculiaridade da simultaneidade da atuação dupla de narrador e protagonista nos romances selecionados.
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