As dimensões metalinguísticas de Não há nada lá, de Joca Reiners Terron

  • Lilian Rocha de Azevedo Universidade Federal de Rondônia
Palavras-chave: Não há nada lá, Joca Reiners Terron

Resumo

Este trabalho tem o objetivo de analisar como a obra Não há nada lá, de Joca Reiners Terron, configura-se em um discurso metalinguístico. Para tanto, utilizou-se como método uma análise que prezasse pelos elementos internos à obra. Não há nada lá é um romance que debate a si mesmo num discurso metalinguístico realizado de maneira múltipla. Primeiro, essa discussão dá-se pela inserção do tesseract e da quarta dimensão, originando uma ampliação dos limites do texto ficcional, que passa a incluir autor e leitor na obra, e que faz tempos e espaços distintos aparentemente transcorrem conjuntamente. Além disso, numa parodização do apocalipse bíblico, destaca-se o fim do romance, evidenciado pela estruturação do livro. Portanto, ao proclamar o fim do romance, Terron junta-se aos poetas louvados em seu texto, construindo também um tributo à literatura, pela invocação de escritores e artistas que representam a si mesmos, pela potencialização dos elementos que compõem a narrativa e pela discussão sobre o que é o livro.

Biografia do Autor

Lilian Rocha de Azevedo, Universidade Federal de Rondônia
Formada em Letras pela Universidade Federal de Rondônia. Foi bolsista de Iniciação Científica do CNPq e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Mapa Cultural - Centro Interdisciplinar de Estudos em Cultura e Artes. Atualmente, com bolsa financiada pela CAPES, cursa Mestrado em Estudos Literários na Universidade Federal de Rondônia.

Referências

BERNARDES, Esmerindo. Examinando o espaço-tempo de Einstein: um guia do educador. Instituto de Física de São Carlos - IFSC USP. 2010. Disponível em: <http://www.ifsc.usp.br/~FCM0101/guia.pdf>. Acesso em: 10 set. 2018.

BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil, 1969.

CASTRO, Gabriel Pereira de. A manifestação do grotesco nos contos de Joca Reiners Terron. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Estudos Literários) - Fundação Universidade Federal de Rondônia. Porto Velho, RO, 2017.

CAVALCANTE, Rubens Vaz. Não há nada lá: a razão. Palestra proferida no projeto Comparsarias Literárias: leitura e discussão da prosa e da poesia. (s.a.)

CHALHUB, Samira. A metalinguagem. São Paulo: Ática, 2005.

PIGNATARI, Décio. O choque: Romantismo e Metalinguagem. In: Semiótica & Literatura: icônico e verbal, Oriente e Ocidente. 2. ed. São Paulo: Cortez e Moraes, 1979. p. 57-60.

SANT’ANNA, Romano de. Paródia, Paráfrase e Cia. 7. ed. São Paulo: Ática, 1999.

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2009.

TERRON, Joca Reiners. Não há nada lá. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

TEZZA, Cristovão. O terceiro segredo de Fátima. Revista Cult. São Paulo: Lemos Editorial. n. 54, ano 5, janeiro de 2002. Disponível em: <http://www.cristovaotezza.com.br/textos/resenhas/p_0201_cult.htm>. Acesso em: 20 maio 2018.

Publicado
2020-03-30
Seção
EDIÇÃO ESPECIAL - II SELLIAQ (SEMINÁRIO NACIONAL DE LÍNGUAS E LINGUAGENS DA UFMS/CPAQ)