O fantástico e o neofantástico

análise dos contos “As mãos que crescem” e “Carta a uma senhorita em Paris”, de Julio Cortázar

Autores

  • Francisco Ximenes Junior Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Fábio Dobashi Furuzato Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/2jhstx85

Palavras-chave:

Julio Cortázar, contos, literatura fantástica, neofantástico

Resumo

O presente trabalho desenvolve uma análise comparativa entre os contos “As mãos que crescem” e “Carta a uma senhorita em Paris”, de Julio Cortázar, a partir dos conceitos teóricos de fantástico tradicional e moderno (ou neofantástico). Enquanto o fantástico tradicional propõe ao leitor fatos e eventos que podem ser explicados de forma racional ou sobrenatural, sendo que a dúvida entre um ou outro tipo de explicação é central para esse gênero literário; o neofantástico questiona a natureza do mundo real, sugerindo que existe uma faceta oculta da realidade. O objetivo foi observar a transformação na obra do escritor argentino, levando-se em conta que o primeiro conto escolhido faz parte do livro A outra margem (1945) e o segundo, de Bestiário (1951). Baseamos nossas análises principalmente nos estudos de Todorov (2003), Bessière (1974), Ceserani (2006), Alazraki (1990), Alvarez (2012), bem como em observações do próprio Julio Cortázar a respeito de sua obra e de sua forma de ver o mundo.

Biografia do Autor

  • Francisco Ximenes Junior, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Graduando no curso de Letras – Inglês da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade de Campo Grande.

  • Fábio Dobashi Furuzato, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Docente do Curso de Letras e do Mestrado Profissional ProfLetras. Mestre e doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

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Publicado

2026-02-15

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