As expressões da participação política da juventude na comunidade de Quieto, Assentamento 25 de Maio, Ceará

Resumen

Neste trabalho evidenciaremos o caso dos jovens do Assentamento 25 de Maio, especificamente na comunidade de Quieto/CE, buscando compreender as contribuições do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a inserção e participação política da juventude camponesa na respectiva comunidade. A referida pesquisa foi realizada entre os anos de 2019 e 2020, sob uma abordagem qualitativa. Do ponto de vista da metodologia, foram utilizadas pesquisa bibliográfica e de campo, seguida de procedimentos de entrevistas semiestruturadas com a amostra de seis jovens e observação participante. Os resultados deste estudo demonstraram que o exercício de momentos coletivos, culturais e de lazer, vivenciados no assentamento, estão carregados de expressões políticas de identidade com um processo de vida no campo e de relação com o MST, sendo que este último, se configurou como espaço para a inserção e participação da sua juventude.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Juliana Cristina de Mello, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

Graduada em Educação do Campo pela Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Campus de Laranjeiras do Sul, Paraná, Brasil. E-mail: julianamelllo94@gmail.com.

Paulo Henrique Campos Silva, Universidade Estadual do Ceará- UECE

Graduado em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). E-mail:paulo.juventude2016@gmail.com.

Virzângela Paula Sandy Mendes, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora substituta do curso de Serviço Social (UECE). E-mail: virzangela.sandy@uece.br.

Citas

ALENCAR, Francisco Amaro Gomes de. Uma geografia das políticas fundiárias no Estado do Ceará. 2005. 111f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Departamento de Ciências e Filosofia, Universidade Federal do Ceará- UFC, Fortaleza, 2005.

BRASIL. Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude. Brasília DF: Casa Civil, 2013.

BRENNER, Ana Karina; DAYRELL, Juarez; CARRANO, Paulo. Cultura do lazer e do tempo livre dos jovens brasileiros. In: ABRAMO, Helena Wendel.; BRANCO, Pedro Paulo Martoni. Retratos da juventude brasileira: análise de uma pesquisa nacional. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005.

CASTRO, Elisa Guaraná de. Entre Ficar e Sair: uma etnografia da construção social da categoria jovem rural. 2005. 427f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, 2005.

CASTRO, Elisa Guaraná de. Juventude rural no Brasil: processos de exclusão e a construção de um ator político. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y juventud, Manizales, v.7, no 1, p. 179-208, janeiro/junho. 2009. Disponível em: http://www.umanizales.edu.co/revistacinde/index.html. Acesso em: 22 out. 2020.

COLETIVO NACIONAL DE JUVENTUDE DO MST. A juventude camponesa e o modelo de produção no campo. In: Juventude no Brasil. MARTIN, Laura; VITAGLIANO, Luís Fernando. (Orgs). São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2019.

COLETIVO NACIONAL DE JUVENTUDE DO MST. Preparação para o Encontro Nacional. São Paulo: Secretaria Nacional, 2018.

FERNANDES, Bernardo Mançano. Campesinato e Agronegócio na América Latina: a questão agrária atual. Expressão Popular: São Paulo, 2008.

GROPPO, Luís Antonio. A juventude como categoria social. In: Juventude: ensaios sobre Sociologia e História das juventudes modernas. Rio de Janeiro: Difel, 2000.

JANATA, Natacha Eugênia. “Juventude que ousa lutar”: Trabalho, Educação e Militância de Jovens assentados do MST. 2012. 276f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC, Florianópolis, 2012.Disponível em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/99307. Acesso em: 22 out. 2020.

JANATA, Natacha Eugênia. Reflexões sobre a juventude do campo e do MST. In: 1ª Cartilha de formação da Juventude Sem Terra. Coletivo Nacional de Juventude do MST, 2016.

MAFORT, Kelli Cristine de Oliveira. A hegemonia do agronegócio e o sentido da Reforma Agrária para as mulheres da Via Campesina. 2013. 134f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, 2013. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/88778. Acesso em: 22 out. 2020.

MARGULIS, Mario; Marcelo URRESTI, M. La juventud es Más Que una Palabra. Buenos Aires: Biblos, 1996.

MELLO, Juliana Cristina de. A organização da juventude e repercussão sobre a sua formação e contribuição no MST: a experiência de um acampamento em Rio Bonito do Iguaçu/PR. 2019. 80f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação do Campo) – Universidade Federal da Fronteira Sul- UFFS, Laranjeiras do Sul, 2019. Disponível em: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3788. Acesso em: 22 out. 2020.

MENDES, Virzângela Paula Sandy; PAULINO, Antônio George Lopes. “A agricultura é a única profissão que ficou no mundo”: percepções e narrativas de jovens e velhos colonos no perímetro Curu – Paraipaba (CE) sobre agricultura familiar e sucessão hereditária. Brasília – DF: Congresso Brasileiro de Sociologia, 2017.

MENDES, Virzângela Paula Sandy. Trajetórias de Jovens do Perímetro Curu-Paraipaba: Histórias de rupturas e continuidades ao longo de gerações. 2018. 272f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Ceará- UFC, Centro de Humanidades, Programa de Pós-graduação em Sociologia, Fortaleza, 2018. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/39280. Acesso em: 22 out. 2020.

MORISSAWA, Mitsui. História da Luta pela Terra e o MST. São Paulo: Expressão Popular, 2001.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TERRA CEARÁ. Caderno de formação nº 01, Fortaleza, 2009.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA. Cultura e Reforma Agrária Popular. São Paulo: Secretaria Nacional, 2018.

NETO, Antônio Júlio Menezes. A igreja católica e os movimentos sociais do campo: a teologia da libertação e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Caderno CRH, Salvador, v.20, n.50, Maio/Agosto. 2007.

OLIVEIRA, Luciano Benini de; RABELLO, Diógenes; FELICIANO, Carlos Alberto. Permanecer ou sair do campo? Um dilema da juventude camponesa. In: Revista Pegada- vol.15, n.1. Julho de 2014. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/3032. Acesso em: 04 nov. 2018.

PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL – PJR. Caderno de formação da PJR para a VIII Assembleia Nacional. João Pessoa: Secretaria Nacional, 2017.

PIZETTA, Adelar João. A formação política no MST: um processo em construção. Revista OSAL, Buenos Aires: CLACSO, Año VIII, No 22, setembro de 2007. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/osal/osal22/EMS22Pizetta.pdf. Acesso em: 31 mai. 2019.

POCHMANN, Marcio. Juventude em busca de novos caminhos no Brasil. In: NOVAES, Regina. VANNUCHI, Paulo. Juventude e sociedade: trabalho, educação, cultura e participação. São Paulo: Perseu Abramo, 2004.

SALES, Celecina de Maria Veras. Criações coletivas da juventude no campo político: um olhar sobre os assentamentos rurais do MST. 2003. 321f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2003.

Publicado
2021-12-15
Cómo citar
DE MELLO, J. C.; CAMPOS SILVA, P. H.; SANDY MENDES, V. P. As expressões da participação política da juventude na comunidade de Quieto, Assentamento 25 de Maio, Ceará. Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade, v. 8, n. 18, p. 183-202, 15 dic. 2021.