Democracia racial, elite e a recepção de Orfeu Negro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46401/ardh.2024.v16.20969

Palavras-chave:

Orfeu Negro, democracia racial, Indústria Cultural, favela

Resumo

A pesquisa em questão busca compreender como a obra Orfeu Negro, em todas as suas variações impactou a sociedade brasileira em âmbitos positivos e negativos. A obra na versão teatral e cinematográfica recebeu críticas positivas e negativas e trouxe uma representação plural a respeito do que se tem como ideia de Brasil. Nesse artigo compreenderemos através dos conceitos de democracia racial e elite cultural como Orfeu foi capaz de causar uma ambiguidade nos debates sociais.

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Biografia do Autor

  • Juliana Mendes, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

    Graduada em Ciências Sociais (Bacharelado) pela Universidade Estadual do Maranhão (2022); mestranda em Cultura e Sociedade pelo Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFMA.  Foi bolsista de extensão PIBEX/UEMA (2016-2017). Trabalhou como monitor do curso de Licenciatura Intercultural para a Educação Básica Indígena - FORMAPROIND/2016 - UEMA (2016-2018). Atualmente, está envolvida com a pesquisa acerca do Cinema Brasileiro e atuante na produção audiovisual para cinema. Membro do Grupo de Pesquisa em Teoria da Afetividade na Idade Moderna, Filosofia das Psicologias e das Psicanálises.

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5571501691370093

  • Arnaldo Vieira Sousa, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

    Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (2010), mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (2013) e doutorado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (2020). Atualmente é professor titular - Unidade de Ensino Superior Dom Bosco e sócio - Macieira, Nunes, Zagallo e Advogados Associados. Tem experiência na área de História, com ênfase em Teoria e Filosofia da História, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, teoria do direito, justiça de transição, literatura e direito, assessoria jurídica popular e direito à saúde.

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6260914793098064

  • Flávio Luiz de Castro Freitas, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

    Doutorado e Pós-Doutorado em Filosofia com área de concentração em Estrutura e Gênese do Conceito de Subjetividade pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professor adjunto no Departamento de Filosofia e professor permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cultura e Sociedade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Atualmente é Bolsista Produtividade da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade - PPGCULT e do Núcleo de Humanidades da Universidade Federal do Maranhão - UFMA. 

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2128304906555701

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Publicado

2024-08-12

Como Citar

MENDES, Juliana; VIEIRA SOUSA, Arnaldo; CASTRO FREITAS, Flávio Luiz de. Democracia racial, elite e a recepção de Orfeu Negro. Albuquerque (online), Aquidauana, v. 16, n. 31, p. 101–122, 2024. DOI: 10.46401/ardh.2024.v16.20969. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/AlbRHis/article/view/20969. Acesso em: 13 fev. 2026.