humor satírico en el cordel "O testamento de Getúlio", de Cuíca de Santo Amaro
DOI:
https://doi.org/10.46401/arec.2025.v17.23422Palabras clave:
cordel, sátira, Salvador-BA, voluntades jocosas, Getúlio VargasResumen
El objetivo de este artículo es analizar un caso singular de humor político de un poeta salvadoreño, en un momento de frágil democracia brasileña marcada por una gran conmoción popular. Abordaremos las representaciones satíricas en el cordel publicado por Cuíca de Santo Amaro titulado "O testamento de Getúlio" (1954), publicado pocos meses después de la muerte de Getúlio Vargas. Refiriéndose a la famosa "Carta-Testamento", utiliza un antiguo género humorístico para atacar a sus enemigos y a los del expresidente, movilizando referencias políticas inmediatas y otras referencias culturales más duraderas, vinculadas al catolicismo y la cultura popular del noreste brasileño. El objetivo es reflexionar y comprender los estratos sociales movilizados para construir representaciones políticas a través del humor satírico, en un medio impreso con una importante referencia en la oralidad, dirigido a los estratos sociales más bajos de la sociedad brasileña, precisamente aquellos que se sintieron más afectados por la muerte del expresidente Vargas. Para ello, contextualizaremos la situación política generada por el suicidio de Getúlio y la conmoción popular subsiguiente, el papel de los cordelistas en aquella época, incluyendo a Cuíca de Santo Amaro, y haremos referencias al género que utilizó, los testamentos jocosos, cuya estructura configura el cordel “O Testamento de Getúlio”. Finalmente, analizaremos la construcción del humor en este cordel a través de sus legados jocosos.
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