Dandy
uma criação das metrópoles novecentistas
DOI:
https://doi.org/10.46401/ajh.2019.v11.9231Palavras-chave:
Damdy, Baudelaire, História.Resumo
O poeta de As Flores do Mal buscou compreender o tempo em que viveu, chamou as coisas pelo nome das coisas, desnudou-as. Para melhor traduzir o espírito de seu tempo, Baudelaire assumiu para si a responsabilidade de viver este tempo plenamente, nem que para isso fosse necessário correr o risco da despersonalização. Cada personagem, dandy ou flâneur – figuras emblemáticas do tempo do poeta francês que ele colocava sobre o corpo e a alma – são elementos-chave para permitir desvendar Paris, cidade-símbolo do século XIX. Em personagens tais como: o trapeiro, o boêmio, o dândi e o flâneur, o poeta procurou desvelar as máscaras da cidade. Isso quer dizer que, neste trabalho, procuramos pensar as figuras do dândi e do flâneur como personagens que revelaram a capital francesa. Personagens emblemáticos de um tempo – o século XIX – e, como tal, haverão de ser mostrados por dentro. E, assim, por meio deles, nos aproximarmos espacial e temporalmente do homem e do poeta Charles Baudelaire.
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