Jogos de Linguagem na Matemática: Entre Livros e Reformas... uma terapia

  • Marizete Nink de Carvalho Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Thiago Pedro Pinto Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Resumo

O presente texto volta-se para as reformas educacionais e a produção didática de Matemática do período de 1931-1951, abrangendo de forma específica a etapa que corresponde ao atual Ensino Médio. Na esteira desse processo, buscaremos evidenciar semelhanças e dessemelhanças nos programas da disciplina de Matemática, bem como a influência dos mesmos na produção didática do período. Assim, para concretização de tal investida, nos aproximamos da filosofia da linguagem de Wittgenstein, balizados pelos conceitos de jogos de linguagens e formas de vida. Esta ação surge como parte de uma pesquisa de doutorado em andamento na qual pretendemos, dentre outras, descrever de forma panorâmica e analógica jogos de linguagem matemáticos/geométricos presentes nos livros didáticos do século XX e início do século XXI referentes a este nível de ensino (ou equivalente). Em nossas considerações iniciais percebemos que, tanto na sala de aula como nos livros didáticos, os jogos de linguagem que ali são mobilizados, são entrecortados por outros jogos de linguagem, não deixando de apresentar semelhanças entre eles.

Biografia do Autor

Marizete Nink de Carvalho, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Doutoranda em Educação Matemática pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. É graduada em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal de Rondônia (2009) e Mestre em Matemática também pela Universidade Federal de Rondônia (2014). Atualmente é Professora do Magistério Superior na Universidade Federal de Rondônia e participa do Grupo de Pesquisa História da Educação Matemática em Pesquisa (HEMEP). E-mail: marizete@unir.br

Thiago Pedro Pinto, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Doutor em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”. Professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil. E-mail: thiago.pinto@ufms.br.

Referências

Oliveira Filho, F. (2013). A Matemática do Colégio: Livros Didáticos e História de uma Disciplina Escolar. Tese de Doutorado em Educação Matemática. São Paulo: Universidade Anhanguera de São Paulo. Retirado em 10 de junho, 2020, de https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/135312?show=full.

Pinto, T. P. (2009). Linguagem e Educação Matemática: Um mapeamento de usos na sala de aula. Dissertação de Mestrado em Educação Matemática. Rio Claro: Universidade Estadual Paulista. Retirado em 15 de julho, 2020, de http://www2.fc.unesp.br/ghoem/trabalhos/17_3_dissertacao_thiago_pedro_pinto.pdf.

Valente, W. R. (2008). Livro didático e educação matemática: uma história inseparável. Zetetiké, v. 16, p. 139-162.

Vilela, D. S. (2013). Usos e jogos de linguagem matemática: diálogo entre filosofia e educação matemática. São Paulo: Livraria da Física.

Wittgenstein, L. (1999). Investigações Filosóficas. São Paulo: Nova Cultural.

Publicado
2020-10-27
Como Citar
Carvalho, M. N. de, & Pedro Pinto, T. (2020). Jogos de Linguagem na Matemática: Entre Livros e Reformas. uma terapia. Anais Do ENAPHEM - Encontro Nacional De Pesquisa Em História Da Educação Matemática - ISSN 2596-3228, (5), 1-5. Recuperado de https://periodicos.ufms.br/index.php/ENAPHEM/article/view/11192
Seção
Sessões Coordenadas