Rojo Amanecer

linguagens, memórias e resistências do 2 de outubro de 1968 no México

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46401/arec.2025.v17.23459

Palavras-chave:

América Latina, cinema, memória, movimento estudantil

Resumo

Em 02 de outubro de 1968 a sociedade mexicana foi impactada pelo Massacre da Praça das Três Culturas de Tlatelolco. Esse evento traumático reverbera até os dias atuais no México e este artigo, tem como objetivo apresentar um ensaio sobre o filme Rojo Amanecer (1990), com destaque as relações de memória, trauma e resistência. Debateremos as proximidades entre Estudos Culturais e cinema, o contexto mexicano de 1968, a produção e impacto de Rojo Amanecer nas políticas de memória e resistência cultural que esse acontecimento, o 02 de outubro de 1968, mantém até os dias atuais na sociedade mexicana. 

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Biografia do Autor

  • Priscila Roberta Alves Lemos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Brasil

    Mestra em Estudos Culturais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. PPGCult (2025). Graduada em Historia Licenciatura pela UFMS (2023). Especialista em Dança e Expressão Corporal pelas Faculdades Integradas de Cassilândia (2016). Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física pela UFMS (2009). Participa dos grupos de pesquisa "Núcleo de Estudos em História da América Latina", da Faculdade de Ciências e Letras, UNESP - Universidade Estadual Paulista, "Laboratório Interdisciplinar de Estudos Culturais (LindeCult)" UFMS e "Laboratório de Estudos e Pesquisa em História das Américas (LEPHA)" UFMS/FACH, dos projetos de extensão "Núcleo de Estudos em Dança e Movimento (NEDeM)" UFMS/PROECE e "Sinapse Companhia de Dança Contemporânea da UFMS" PROECE.

    Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/5444012363747466

  • Fabio da Silva Sousa, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Brasil

    É docente do curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e docente permanente do Programa Interdisciplinar em Estudos Culturais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Câmpus de Aquidauana (UFMS/PPGCult/CPAq). Coordenador do do grupo de pesquisa do CNPQ “Laboratório Interdisciplinar de Estudos Culturais (LindeCult)”. 

    Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/3680412551508798

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Publicado

15/04/26

Como Citar

LEMOS, Priscila Roberta Alves; SOUSA, Fabio da Silva. Rojo Amanecer: linguagens, memórias e resistências do 2 de outubro de 1968 no México. Albuquerque (online), Aquidauana, v. 17, n. 34, p. 233–252, 2026. DOI: 10.46401/arec.2025.v17.23459. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/AlbRHis/article/view/23459. Acesso em: 19 abr. 2026.