Depois de todas as temáticas abordadas – a 1º volume: Estudos culturais (abril de 2009); 2º volume: Literatura comparada (setembro de 2009); 3º volume: Crítica contemporânea (abril de 2010); 4º volume: Crítica biográfica (setembro de 2010); 5º volume: Subalternidade (abril de 2011); 6º volume: Cultura local (dezembro de 2011); 7º volume: Fronteiras culturais (abril de 2012); 8º volume: Eixos periféricos (dezembro de 2012); 9º volume: Pós-colonialidade (abril de 2013); 10º volume: Memória cultural (dezembro de 2013); 11º volume: Silviano Santiago: uma homenagem (abril de 2014); 12º volume: Eneida Maria de Souza: uma homenagem (dezembro de 2014) – os CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS voltam-se para os POVOS INDÍGENAS, por entender que tais sujeitos ilustram uma das discussões culturais mais séria do país, a começar pelo descaso do poder público e do abuso dos latifundiários das terras desse país continental. O lócus geoistórico e cultural de onde os CADERNOS são pensados, a UFMS, a capital Campo Grande, o estado de Mato Grosso do Sul e a fronteira-Sul que compreende a região e os países lindeiros Bolívia e Paraguai ilustram de forma exemplar a condição social, política e cultural a qual o sujeito subalterno ameríndio esta acometido. Os textos deste volume tratam da importância de se deter na temática proposta, especificamente porque epistemologias contemporâneas demandam um descentramento dos postulados discursivos assentados tão somente no olhar acadêmico e disciplinar. Já é um consenso de que há uma plêiade de intelectuais ameríndios produzindo sua própria epistemologia para, entre outros propósitos, barrar aquelas velhas teorias ainda declinadas do grego e do latim. Cabe-me a feliz tarefa de agradecer a todos os autores que aceitaram participar deste volume, enriquecendo-o com seu ensaio. Agradeço, também, aos editores-assistentes Marcos Antônio Bessa-Oliveira e José Francisco Ferrari, que não medem esforços para que os CADERNOS venham a público, bem como a todos da COMISSÃO ORGANIZADORA e MEMBROS do NECC. Gratidão traduz o que todos os neccenses sentimos pelos ilustres pesquisadores deste volume, sem os quais a temática proposta não seria possível para a realização deste número que entra para a história da crítica cultural quando o assunto for POVOS INDÍGENAS. Edgar Cézar Nolasco
Publicado: 2017-04-16

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