EDUCAÇÃO INTEGRAL E(M) TEMPO INTEGRAL E A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NA (RE)CRIAÇÃO DE PERCURSOS FORMATIVOS
Resumo
O artigo tem como objetivo problematizar a relação entre a educação integral e(m) tempo integral e o currículo escolar, este último compreendido como um projeto formativo contextual,
compartilhado e integrado com intencionalidades ético-políticas e pedagógicas, implícitas ou explícitas, que o convertem num potente mecanismo para o acesso e a apropriação dos conhecimentos científicos, artísticos, culturais e tecnológicos necessários à formação dos estudantes. A análise elaborada coloca em evidência a “agenda da educação integral” provocada e constituída a partir de um conjunto de políticas estabelecidas em nível federal, como o Programa Mais Educação, como também localizadas nos Estados e Municípios. Com esta agenda, atravessada por sentidos diversos, portanto, sob tensões e disputas, o currículo ganha centralidade, na medida em que, é por meio deste, mas não só, que os processos educativos e formativos escolarizados se realizam. Consideramos que as implicações curriculares da institucionalização de projetos e experiências de educação integral e(m) tempo integral nos permitem lançar luz sobre a ideia, cujo adensamento teórico-analítico está em processo, da Pedagogia Curricular como importante referencial para pensar e questionar a dinâmica da organização curricular numa perspectiva crítica, no que tange à formação dos atores e autores curriculares.
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