Curricularização da extensão como política educacional: percepções e desafios na implementação
DOI:
https://doi.org/10.55028/k31e5t05Resumo
A curricularização da extensão tem se consolidado como elemento estruturante das políticas de educação superior no Brasil, especialmente após sua incorporação explícita nas metas dos Planos Nacionais de Educação (2001-2010; 2014-2024) e na regulamentação da Resolução CNE n. 07/2018. Tais normativas reforçam a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e reconfiguram o papel das Instituições de Educação Superior ao estabelecer a extensão como componente obrigatório dos currículos. Diante disso, este artigo analisa a experiência de implementação da curricularização da extensão no curso de Pedagogia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), tomando como referência uma ação vinculada ao componente “Currículo e Ensino de Ciências e Saúde”, desenvolvida em uma escola pública municipal de Dourados, MS em 2025. O estudo, de abordagem qualitativa, dialoga com referenciais sobre políticas públicas, destacando o papel dos licenciandos como agentes que participam da implementação. Os resultados revelam que essa fase não é linear e demanda rearranjos nos modos de interpretação da política. Dentre os desafios identificam-se a gestão do tempo, a necessidade de flexibilização do planejamento, dificuldades de diálogo entre os membros da equipe e a logística de deslocamento até a escola. A atividade foi percebida como oportunidade de aproximar teoria e prática e de fortalecer a compreensão da extensão como eixo formativo. Considera-se que para a política de curricularização da extensão ser plenamente implementada, exige-se não apenas regulamentação formal, mas investimento contínuo em estratégias de acompanhamento, apoio institucional, fortalecimento de parcerias e valorização das experiências formativas.
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