A AVALIAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRA E A PRODUÇÃO DO CONSENSO ATIVO

  • Fabiano Antonio dos Santos
  • Hellen Jaqueline Marques

Resumo

Este artigo tem como objetivo debater o processo de avaliação da pós-graduação brasileira, indicando o mesmo como uma das estratégias de consenso ativo no cenário acadêmico, e problematizar o papel destas avaliações na definição da qualidade dos programas nas instituições de ensino superior. Observa-se que a ênfase dada nas avaliações recai sobre os veículos onde
as produções são inseridas e a quantidade, em detrimento da qualidade. Paralelamente, para atender as demandas da atividade de pesquisa, reforça-se a hegemonia das pedagogias do aprender a aprender e o recuo da teoria. As implicações da lógica produtivista nas avaliações levam a definição de critérios para indicar a qualidade da pós-graduação baseados na quantidade de produtos que o docente produz em um determinado período. Consequentemente, professores de programas de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento passam a seguir tais critérios, ainda que muitos sejam críticos a eles. Não obstante, o trabalho do professor perde seu potencial de elevação da individualidade e de objetivação do gênero humano, pois, se reduz ao cumprimento de metas e pontuação, e passa a ser considerado um castigo para aqueles que se submetem acriticamente à lógica capitalista da produtividade.

Biografia do Autor

Fabiano Antonio dos Santos

Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,
Câmpus do Pantanal

Hellen Jaqueline Marques

Curso de Pedagogia da Universidade Federal
de Mato Grosso do Sul, Campus do Pantanal.

Publicado
2018-05-22