O TEMPO COLONIZADO: um embate central para o ensino de História no Brasil
Resumo
O artigo parte da ideia do ‘tempo colonizado’ por uma narrativa-mestra eurocêntrica como um impasse ainda não superado pelo ensino de História no Brasil. Expõe como este problema
foi enunciado num momento de grande efervescência dos debates em torno da Educação, expressando a crise e o desejo de um novo código disciplinar da História nos finais da década de 1980. Adiante, examina os enfrentamentos e resistências a mudanças na organização do tempo histórico no ensino escolar, desde as discussões curriculares do final dos anos 1990 até a disputa
em torno da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entre 2015 e 2016. Como umas das possibilidades para a superação dos impasses, apresenta e propõe o paradigma decolonial com o intuito de aprofundamento e reflexão sobre as bases epistemológicas e políticas para a construção do currículo escolar de História brasileiro. Ao final, lança algumas indagações, sugerindo a ponderação
sobre a relação entre a formação inicial dos docentes de História e o tempo colonizado como questão essencial para que a comunidade historiadora possa contribuir para maior significação dos
conteúdos escolares no atendimento das necessidades contemporâneas da sociedade brasileira.
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