Família e escola: a construção da homofobia no Brasil

Emerson André de Godoy, Maycon Regis Nogueira dos Santos

Resumo


Este artigo pretende levantar questões acerca da construção social da homofobia no Brasil e busca problematizar alguns dos modos pelos quais a família e a escola têm contribuído para a constituição de uma sociedade homofóbica. Em um primeiro momento a análise dar-se-á envolvendo a questão familiar, visto que há uma naturalização no processo de educação dentro do contexto familiar, como em outros ambientes, baseado em um modelo heteronormativo de sociedade, e uma tendência de invisibilidade dos outros modelos, consequentemente, causando a impressão de que não são naturais. Quanto à escola, esse ambiente social nem sempre é acolhedor e inclusivo, nessa perspectiva, o ambiente escolar configura-se cercado pela naturalização da homofobia, promovendo e provocando o abandono escolar dos indivíduos pertencentes à comunidade LGBT.  Estes constantemente são vítimas de agressões, piadas e do ódio de seus colegas e professores, ressaltando que a homofobia acontece de diversas formas e nos dois ambientes sociais: familiar e escolar, e as agressões e humilhações sejam elas físicas, psicológicas ou moral são desconsideradas na maioria das ocasiões. Sendo assim, faremos uma revisão bibliográfica seguindo a perspectiva pós-estruturalista, para construir uma análise de como acontece a construção dessa homofobia e, assim, responder questões importantes inerentes a esta, de forma que se possa contribuir com o próprio movimento LGBT.


Palavras-chave


Família. Escola. Homofobia.

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 ISSN: 2358-1840

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